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17 de set de 2010

Afinal, resolver problemas na escola é um problema?

Afinal, resolver problemas na escola é um problema?


Ajudando os alunos a resolver quebra-cabeças



Problema é qualquer situação da nossa vida para a qual tenhamos que encontrar uma solução.

Resolvemos problemas o tempo todo no nosso dia-a-dia. Da mesma forma que procuramos meios para resolver problemas na nossa vida, assim a resolução de problemas em Matemática é proposta pelo professor para que o aluno possa explorar e investigar novos conceitos.

O aluno só será capaz de melhorar a capacidade de resolver problemas se mudar suas concepções acerca da Matemática só que essas concepções não mudam de um dia para o outro. Esse processo é longo e, sem dúvida nenhuma, o professor pode ajudar.


Em seu livro A solução de Problemas: aprender a resolver, resolver para aprender, Juan Ignácio Pozo diz que “ensinar os alunos a resolver problemas supõe dotá-los da capacidade de aprender a aprender, no sentido de habituá-los a encontrar por eles mesmos respostas às perguntas que os inquietam ou que precisam responder, ao invés de esperar uma resposta já elaborada por outros e transmitida pelo livro-texto ou pelo professor”.

Mas o que fazer com as informações que o problema fornece?


É aí que vem aquela pergunta clássica dos alunos: “Professor, esse problema é de mais, menos, vezes ou dividir?” Estimule seus alunos a descobrir quais são as operações necessárias para resolver o problema. Faça-os usar as informações que eles já têm para encontrar a resposta. Lance perguntas para que eles cheguem às conclusões.


Aos poucos seus alunos vão criando o hábito de pensar sobre as informações dos problemas para chegar à solução. Tenha o cuidado de construir problemas que façam parte do cotidiano do aluno e utilize vocabulário adequado à idade e à realidade dele.

George Polya em seu livro “A arte de resolver problemas”, estabelece quatro etapas para ajudar os alunos a resolver problemas.


1. Compreensão do problema - O aluno terá que transcrever da forma lingüística para a forma matemática. Para alguns, aí já existe uma grande barreira, pois o aluno terá que interpretar o problema e passar do português para os símbolos matemáticos.


2. Estabelecer um plano - É a hora de encontrar a conexão entre as informações que o problema dá e a pergunta que o problema faz. Aqui o aluno vai precisar de toda uma estrutura cognitiva onde estejam “guardados” conceitos matemáticos, operações, regras, algoritmos que possibilitem a compreensão do enunciado, ou seja, o que ele vai fazer com as informações que o problema dá.

3. Execução do plano - É o momento de colocar em prática o plano pensado.

4. Verificação da resposta - É o momento de examinar a solução obtida. Afinal, o plano que foi pensado, selecionado e executado, deu certo?


Trabalhar dessa forma costuma possibilitar uma melhora no desempenho escolar e desenvolve a inteligência lógico-matemática.

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