BEM VINDO




29 de nov de 2016

Fichamento

Instituto Sumaré de Educação Superior
Disciplina: PPII- Projeto Profissional Interdisciplinar.
Professora:
Aluno: Claudia Fernanda de Mello 


Assunto: Ambiente alfabetizador na creche

Referência Bibliográfica: ROSEMBERG, Fúlvia. Raça e Educação inicial. Fundação Carlos Chagas e Puc- SP. Rev. Card. Pesquisa, São Paulo, p. 24- 34. São Paulo, maio. 1991.
Texto da Ficha:  O texto “Raça e educação inicial” de Fúlvia Rosemberg, informa uma seleção e análise dos dados coletados pelas PNADs, de 82,85 e 87 sobre creche, pré escola e séries iniciais do 1° grau, mostrando que a educação para crianças negras tem qualidade inferior que de crianças de outras etnias. Autora enfatiza a importância de se trabalhar deste os primeiros anos da criança na escola, com o tema  preconceito, pois com isso irá melhorar a qualidade dos alunos negros que acabam sofrento preconceitos deste muito cedo, não permitindo que muitos se socializem, porém lutar contra o preconceito é uma decisão que precisa ser feita coletivamente, ou seja,  da esola, da casa, não é uma responsabilidade só de quem é discriminado.  Alfabetizar não se resume, apenas, ler e escrever, vai muito além, pois atraves dela irá permitir ao indivíduo reconhecer sua identidade, seu lugar social e sua própria história.

Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem, nossa sociedade, é formada não só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países, exemplo, orientais, italianos, além disso, as migrações colocam em contato grupos diferenciados. A sociedade brasielira por ter grupos diferenciados no plano social e cultural muitas vezes é marcada pelo preconceito e pela discriminação. Para a escola o desafio é investir na superação da discriminação e proporcionar à criança  a riqueza representada pela diversidade étnico-cultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade.  Mudar essa situação e auxiliar para que não aconteça na construção da auto-imagem das crianças em nosso país, onde o negro se sinta submisso e o branco, superior, acontecerá em casa, com pais conscientes e principalmente nas escolas, através de iniciativas criativas desenvolvidas, buscará combater essa triste realidade, ensinando aos pequenos a terem consciência de uma igualdade Racial, objetivando a promoção da pluralidade cultural e  assim acabar com o racismo.

Observando e compreendendo a socialização das crianças no jardim de infância no que diz respeito a diferentes tipos de etnias e culturas, implicará uma reflexão encima das alternativas disponiveis atualmente sobre esses temas na alfabetização e letramento.

ROSEMBERG informa que analisar o como se ensina a relação com o outro está muito ligado com o diagnóstico das boas práticas, mas também dos eventuais efeitos perversos. Respeitar à diversidade é um direito de todos os alunos junto com um desenvolvimento de uma socialização sem discriminação, pois as diferenças não são impedimento para o cumprimento da ação de educar, sendo, no entanto, fator de enriquecimento pedagógico.

Comentários sobre a obra:  Utilizar de materiais onde mostre e enfatize as diferenças culturais através de uma utilização de imagens estereotipadas, mostrará aquilo que os cientistas sociais têm recentemente vindo a chamar de diferencialismo e com isso mostrará a criança nesse processo histórico uma das piores formas de racismo.

Criar condições onde se tenha e seja desenvolvido respeito pela diversidade, e trabalhar rotineiramente e não apenas em datas comemorativas a questão do preconceito, faz com que a criança valorize as diferenças, e isso é uma das responsabilidades das escolas em toda educação básica, isso pode ser feito ao incluir na atividade permanente de leitura das crianças, histórias vividas por representantes dos váriados grupos étnicos desempenhando os mais diversos papéis, pois na literatura, os papéis reservados aos negros sempre foram de personagens explorados, escravizados, pobres, marginalizados,  empregadas domésticas e meninos de rua. A valorização da diversidade é dificuldada, pois mostra uma ausência de negros no papel de heróis e princesas, e é de grande importância para uma criança negra, ter referencias positivas da auto-imagem, e para as demais crianças também é positivo, pois possibilita a construção de uma imagem mais plural da sociedade.

É importante desenvolver esse trabalho na creche, pois quanto mais cedo, se começar a conscientizar as crianças na conscientização da quebra de barreiras do preconceito racial e mostrá-las que todas as pessoas são diferentes umas das outras, tanto em cor, gosto, cultura, mas cedo elas poderão se livrar do estigma da diferença racial que continua presente em nossa sociedade. Fazer as crianças reconhecerem essas diferenças, os professores, os pais, estará de certa forma, estimulando-as a conviver e a aceitar essas características como sendo únicas e particulares de cada indivíduo, livrando- as das marcas de segregação racial e étnica.

Localização da Obra: Disponível em: . Acessado em: 17-10-2013.
FACULDADE SUMARÉ

Claudia Fernanda de Mello   

Filosofia


            Pedagogia Progressista

            A pedagogia progressista parte de uma análise da realidade social de forma crítica, tendo como finalidades a transformação sociopolítica da educação. Conflitante com a o sistema essa pedagogia não tem como regulamentar-se em uma sociedade capitalista, dessa forma torna-se objeto de luta dos educandos juntamente com outras práticas sociais.

Manifesta-se em três tendências:

         Tendência progressista libertadora: também conhecida como pedagogia de Paulo Freire.
         Tendência progressista  libertária: ligada diretamente aos defensores da autogestão pedagógica.
         Tendência progressista  crítico-social dos conteúdos: que prioriza os conteúdos na confrontação com as realidades sociais de maneira diferenciada das pedagogias anteriores.


Tendência progressista libertária

Principios Gerais:
Anarquista: usencia de governo;
Autogestão: o governo em sí, a pessoa mandar em sí mesmo e assim viver em paz;
Liberdade total: alguns pensam que é confusão, pois tem medo da liberdade.
Autonomia.

Pensamento em preparar os alunos a viverem em uma sociedade totalmente livre.

            Na tendência libertária, o princípio fundamental é iniciar mudanças institucionais, tendo como população alvo os níveis mais empobrecidos que irão se expandindo até atingir dado o sistema exercendo assim uma transformação na personalidade do aluno.

            A pedagogia libertária tem um sentido expressamente político quando coloca o sujeito como produto do meio social e que a aquisição do conhecimento individualizado só ocorre na coletividade, tendo como idéia principal e mais conhecida entre nós a “pedagogia institucional”, objetivando a resistência contra o sistema burocrático que atua na ação de dominação do Estado, retirando a autonomia do processo educacional como um todo.

            O conhecimento sistemático não é de grande importância para esta pedagogia, já que a matéria é apresentada para o aluno, porém não lhe é exigida. O que realmente importa são as experiências vividas pelo grupo social principalmente ocorrida de forma crítica, esse sim é o verdadeiro conhecimento, é ele que proporciona respostas necessárias e condizentes às exigências sociais Está inserida na pedagogia libertária quase todas as pedagogias antiautoritárias em educação, onde se encontram a anarquista, psicanalítica, dos sociólogos e dos professores progressistas.

            Nesta tendência, há uma transformação da personalidade num sentido libertário, as matérias das disciplinas são apresentadas porém não exigidas, a aprendizagem se dá de maneira informal através de grupos de estudo. O professor é um orientador no processo ensino/aprendizagem o aluno tem liberdade de criação, não há imposição.

Papel da escola: Exercer modificação na personalidade do aluno para promover a autogestão;
Ensinar a se virar sozinho;
Aprender a conviver numa sociedade onde não há lider.
            A pedagogia libertária espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário. A idéia básica é introduzir modificações institucionais, a partir dos níveis subalternos que, em seguida, vão contaminando todo o sistema. A escola instituirá, com base na participação grupal, mecanismos institucionais de mudança (assembléias, conselhos, eleições, reuniões, associações, etc.), de tal forma que o aluno, uma vez atuando nas instituições “externas”, leve para lá tudo o que aprendeu. Outra forma de atuação de pedagogia libertária, correlata à primeira, é – aproveitando a margem de liberdade do sistema – criar grupos de pessoas com princípios educativos autogestionários (associação, grupos informais, escolas autogestionárias). Há, portanto, um sentido expressamente político, à medida que se afirma o indivíduo como produto do social e que o desenvolvimento individual somente se realiza no coletivo. A autogestão é, assim, o conteúdo e o método; resume tanto o objetivo pedagógico quanto o político. A pedagogia libertária, na sua modalidade mais conhecida entre nós, a pedagogia institucional, pretende ser uma forma de resistência contra a burocracia como instrumento da ação dominadora do Estado, que tudo controla (professores, programas, provas,etc.), retirando a autonomia.


Conteúdos de ensino: Aprenderá o que quiser;
É disponível, mas não obrigatório;
Dar o conteúdo ao aluno caso ele queira aprender;
Interesse e necessidade do aluno, especialmente sua própria realidade, o que esta ao seu redor.
            As matéria são colocadas à disposição do aluno, mas não são exigidas. São uns instrumentos a mais, porque importante é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo, especialmente a vivência de mecanismo de participação crítica.           Conhecimento aqui não é a investigação cognitiva do real, para extrair dele um sistema de representações mentais, mas a descoberta de respostas às necessidades e às exigências da vida social. Assim, os conteúdos propriamente ditos são os que resultam de necessidades e interesses manifestos pelo grupo e que não são, necessária nem indispensavelmente, as matérias de estudo.

Método de ensino: O aprendizado será em grupo, aprendem entre o grupo (alunos), eles que vão elaborar e escolher o que aprendem.
            É na vivência grupal, na forma de autogestão, que os alunos buscarão encontrar as bases mais satisfatórias de sua própria “instituição”, graças à sua própria iniciativa e sem qualquer forma de poder. Trata-se de “colocar nas mãos dos alunos tudo o que for possível: o conjunto da vida, as atividades e a organização do trabalho no interior da escola (menos a elaboração dos programas e a decisão dos exames que não dependem nem dos docentes, nem dos alunos)”. Os alunos têm liberdade de trabalhar ou não, ficando o interesse pedagógico na dependência de suas necessidades ou das do grupo.

            O progresso da autônima, excluída qualquer direção de fora do grupo, se dá num crescendo: primeiramente a oportunidade de contatos, aberturas, relações informais entre os alunos. Em seguida, o grupo começa a se organizar, de modo que todos possam participar de discussões, cooperativas, assembléias, isto é, diversas formas de participação e expressão pela palavra; quem quiser fazer outra coisa, ou entra em acordo com o grupo, ou se retira. No terceiro momento, o grupo se organiza de forma mais efetiva e, finalmente, no quarto momento, parte para a execução do trabalho.

Relação professor-aluno: Não diretiva, o aluno faz o que quer;
O professor também faz o que quer;
O professor não é obrigado a dar respostas, seu silêncio pode influenciar o grupo a buscar resposta.
            A pedagogia institucional visa “em primeiro lugar, transformar a relação professor-aluno no sentido da não-diretividade, isto é, considerar desde o início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças”. Embora professor e aluno sejam desiguais e diferentes, nada impede que o professor se ponha a serviço do aluno, sem impor suas concepções e idéias, sem transformar o aluno em “objeto”. O professor é um orientador e um catalizador, ele se mistura ao grupo para uma reflexão em comum.

            Se os alunos são livres frente ao professor, também este o é em relação aos alunos (ele pode, por exemplo, recusar-se a responder uma pergunta, permanecendo em silêncio). Entretanto,essa liberdade de decisão tem um sentido bastante claro; se um aluno resolve não participar, o faz porque não se sente integrado, mas o grupo tem responsabilidade sobre este fato e vai se colocar a questão; quando o professor se cala diante de uma pergunta, seu silêncio tem um significado educativo que pode, por exemplo, ser uma ajuda para que o grupo assuma a resposta ou a situação criada.
No mais, ao professor cabe a função de “aconselheiro” e, outras vezes, de instrutor-monitor à disposição do grupo. Em nenhum momento esses papéis do professor se confundem com o de “modelo”, pois a pedagogia libertária recusa qualquer forma de poder ou autoridade.


Pressupostos de aprendizagem: Não formal;
Em grupo, uso prático do conhecimento;
Não tem avaliação.
            As formas burocráticas das instituições existentes, por seu traço de impessoalidade, comprometem o crescimento pessoal. A ênfase na aprendizagem informal, via grupo, e a negação de toa forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais livres. A motivação está, portanto, no interesse em crescer dentro da vivência grupal, pois supõe-se que o grupo devolva a cada um de seus membros a satisfação de usas aspirações e necessidades.
            Somente o vivido, o experimentado é incorporado e utilizável em situações novas. Assim, o critério de relevância do saber sistematizado é seu possível uso prático. Por isso mesmo, não faz sentido qualquer tentativa de avaliação da aprendizagem, ao menos em termos de conteúdo.

Manifestação: Principal é Francisco Ferrer. Forte influencia ás escolas anarquistas do começo do século XX em São Paulo.
            E também Mauricio Tragtenberg: Acabar com a escola pública, só servem para manter o poder. Forte crítica as universidades, escolas.

Outras tendências pedagógicas correlatas: A pedagogia libertária abrange quase todas as tendências autiautoritárias em educação, entre elas, a anarquista, a psicanalista, a dos sociólogos, e também a dos professores progressistas. Embora Neill e Rogers não possam ser considerados progressistas (conforme entendemos aqui), não deixam da influenciar alguns libertários, como Lobrot. Entre os estrangeiros devemos citar Vasquez e Oury entre os mais recentes, Ferrer y Guardiã entre os mais antigos. Particularmente significativo é o trabalho de C. Freinet, que tem sido muito estudado entre nós, existindo inclusive algumas escolas aplicando seu método.

A escola progressista libertária nega qualquer forma de repressão e valoriza a produção do aluno, considera relevante o aprendizado que terá um uso prático. Consideramos essas características, fundamentais para qualquer método ou sistema de ensino.

Entre os estudiosos e divulgadores da tendência libertária pode-se citar Maurício Tragtenberg, apesar da tônica de seus trabalhos não ser propriamente pedagógica, mas de crítica das instituições em favor de um projeto autogestionário.


Conclusão

            Aqui brevemente foram delineadas a história, as características e a proposta da tendência pedagógica libertária.

            Muito mais poderia ser aprofundado para que a compreensão pedagógica não seja limita por preconceitos como, por exemplo, acerca da anarquia e do movimento operário. Também há possibilidades de aprofundamento em relação às diferenças entre o Brasil e a Europa na percepção e na prática das propostas libertárias.

            Outro desafio que permanece seria de como conceber os princípios autogestionários. Afinal, como se afirma no pensamento libertário, a transformação precisa ser desejada. Como fomentar esse desejo, se, muitas vezes, a pessoa explorada apenas sonha em inverter a lógica, tornando-se exploradora? Como romper com as estruturas institucionais burocráticas? Como romper com o capitalismo? Existe, na  tendência pedagógica libertária, um autêntico desejo por mudanças. Assim, a tendência libertária é uma proposta que não é omissa e nem neutra. Talvez, a sociedade atual não possua um objetivo coletivo, algo fundamental a uma Pedagogia que se considere libertária.

            A educação formal é considerada nesta tendência um instrumento homogenizador e impessoal, que compromete o crescimento dos educandos enquanto seres sociais. Por isso é viabilizado a aprendizagem informal via grupo, é dentro desta vivência que cada um dos membros do grupo irão suprir seus anseios e necessidades imediatas. Então é considerado como um ato de educar somente as experiências vivenciadas e sentidas, em que procura-se estabelecer o quanto possível um critério de relevância entre o saber sistematizado e seu uso prático. Por isso mesmo, não faz sentido qualquer tentativa de avaliação da aprendizagem, ao menos em termos de conteúdo.


            As tendências libertadora e libertária tem alguns pontos em comum, visto que, ambas valorizam a experiências e perspectivas dos alunos frente a realidade política e social, dando mais valor ao processo de ensino-aprendizagem via grupo (discussões, assembleias, votações) do que aos conteúdos propriamente ditos.

Filosofia

Facudade Sumaré

Claudia Fernanda de Mello  
Turma B2NM



Compare as duas tendências liberais renovadas. Diferenças e semelhanças.

Tendência Liberal Renovada Progressista.

Tendência Liberal Renovada Progressista, surge no final do século XIX, em meados de 1920, como contraposição à Pedagogia Tradicional. Várias correntes e variantes podem ser associadas à Pedagogia Renovada (Escola Nova), todas elas incluindo elementos de uma pedagogia ativa. Entre as várias correntes destaca-se a linha progressivista, baseada na teoria de John Dewey (1859-1952): Aprendizado através da pesquisa individual. Homem e mundo: O produto é a interação entre eles. Seus precursores além de John Dewey, também  foram Maria Montessori, Ovide Decroly e no Brasil, Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo.

Esta tendência surge no Brasil na década de trinta para o ensino de Educação Infantil e atualmente ainda influencia muitas práticas pedagógicas.

O papel da escola nesta tendência é o de ordenar as necessidades individuais do meio social. Com esta adequação as experiências devem satisfazer aos interesses do aluno e as exigências sociais, facilitando a  interação entre estruturas cognitivas do indivíduo e estruturas do ambientais.

Os conteúdos são elaborados em função de experiência que os educandos vivenciam frente aos desafios e problemáticas de seu dia-a-dia, pois o conhecimento acontece da ação a partir dos interesses e necessidades de cada um deles.

O método parte do princípio de “aprender fazendo”. Importância na preparação do ambiente e no brincar. A escola não somente sala de aula, ela  é um ambiente cultural e também de lazer, sem isso não se aprende. São valorizadas a solução de problemas, as pesquisas, o estudo dos meios naturais e sociais, as descobertas,bem como as tentativas experimentais. Portanto, é considerado  ativo sendo também desafiante. O trabalho em grupo é uma necessidade primordial para o desenvolvimento mental do educando.

Para Piaget é uma tomada de consciência a aprendizagem por meio da descoberta, é uma autoaprendizagem, o ambiente torna-se um meio estimulador para compor a estrutura cognitiva a ser empregada em novas situações de aprendizagem.

Função educativa da experiência cujo centro é o aluno.
Os cinco pontos que caracterizam essa escola são:

Papel da escola: A escola deve adequar às necessidades individuais ao meio social. Todo indivíduo tem caracteristicas próprias e deve-se trabalha-las para potencializar e adequar o que é bom, para que isso seja útil o melhor possível em sua vida social (sociedade).

Conteúdos: Os conteúdos são elaborados a partir das experiências vividas pelos alunos frente às situações problemas. A partir da vivência, os processos mentais são mais importantes que os conteúdos. Importância no processo de pensamento. Aprender a aprender. O próprio indivíduo pode procurar os próprios conteúdos. A avaliação se dá pelo esforço que a criança faz para o seu desenvolvimento. Atenção ao método no combate ao diretivismo, à qualidade e não a quantidade, ao processo e não ao produto. Parâmetro na teoria piagetiana, múltiplos critérios.

Metodos: Por meio de experiências, pesquisas e método de solução de problemas. Estimular a tentativa a partir de uma situação problema. Exemplo: Fazer perguntas e estimular respostas.

Professor x Aluno: O professor é auxiliador (ajudador)  no desenvolvimento livre da criança. A criança aprende por conta própria e o professor fornece as ferramentas necessárias para esse aprendizado.

Aprendizagem: Baseia-se na motivação e na estimulação de problemas. Aprender fazendo. Autoaprendizagem, ou seja, a pópria criança aprende por sí só. A avaliação do processo se dá, continuamente e não por uma data pré determinada, é fluida e tenta ser eficaz à medida que os esforços e os êxitos são prontas e explicitamente reconhecidos pelo professor.

Manifestações: sua aplicação é reduzidíssima, não somente por falta de condições objetivas como também porque se choca com uma prática pedagógica basicamente tradicional. Alguns métodos são adotados em escolas particulares, como o método Montessori, o método dos centros de interesse de Decroly, o método de projetos de Dewey. O ensino baseado na psicologia genética de Piaget tem larga aceitação na educação pré-escolar. Pertencem, também, à tendência progressivista muitas das escolas denominadas "experimentais", as "escolas comunitárias" e mais remotamente (década de 60) a "escola secundária moderna", na versão difundida por Lauro de Oliveira Lima. É uma tendência bem reduzida devido a dificuldade da infraestrutura da escola, todos os professores, coordenadores e diretor(a) tem que aderir a ideia dessa tendência. Montessori, Decroly, Dewey, Piaget, Lauro de Oliveira Lima.


Tendência Liberal Renova-da não-diretiva (Escola Nova)

Carl Rogers (1902-1987), fundador da terapia não-diretiva, a tarefa de professor é liberar o caminho para que o estudante aprenda o que quiser. O pilar da terapia rogeriana são os "grupos de encontro", em que vários clientes interagem. Rogers foi um dos primeiros a gravar e filmar as sessões de terapia com a finalidade de aperfeiçoar sua prática e observar o processo de mudança de seus clientes.

A terapia rogeriana se define como não-diretiva e centrada no cliente (palavra que Rogers preferia a paciente), porque cabe a ele a responsabilidade pela condução e pelo sucesso do tratamento. Para Rogers, o terapeuta apenas facilita o processo. Em seu ideal de ensino, o papel do professor se assemelha ao do terapeuta e o do aluno ao do cliente. Isso quer dizer que a tarefa do professor é facilitar o aprendizado, que o aluno conduz a seu modo. Nesse processo de gravação ele descobre que as mudanças ocorrem quando há interesse do paciente e não por causa da habilidade do terapeuta, esse não tem capacidade de influenciar quase nada em ninguém.

Diante dessa descoberta, propõe um novo tipo de terapia, a que é centrada na pessoa, tendo como caracteristica a empatia e a confiança.

A corrente de Rogers ficou conhecida como humanista, por se mostrar um homem que não tem todas as respostas, mas que  com o discurso poderá ajudar seus pacientes, se diferenciando da teoria  freudiana (que propõe uma postura de distanciamento do paciente) e baseando sua corrente numa visão otimista do homem.

O ensino tem como finalidade criar mecanismos para que o aluno procure chegar ao conhecimento por si próprio.

O professor exerce o papel de “facilitador” aceitando a pessoa do aluno, está confiável, receptivo e convicto na capacidade do auto-desenvolvimento do educando.

O seu trabalho é proporcionar ao estudante a organização, através de técnicas de sensibilização para que os sentimentos de cada um sejam explicitados, sem obrigação. O professor torna-se um especialista em relações humanas,ao garantir um clima de relacionamento pessoal e autêntico.

Os cinco pontos que caracterizam essa escola são:

Papel da escola: Formação de atitudes, razão pela qual se dá na preocupação com os problemas psicológicos do que com os pedagógicos ou sociais. Formar o indivíduo para que seja psicologicamente saudável. Rogers considera que o ensino é uma atividade excessivamente valorizada; para ele os procedimentos didáticos, a competência na matéria, as aulas, livros, tudo tem muito pouca importância, face ao propósito de favorecer à pessoa um clima de autodesenvolvimento e realização pessoal, o que implica estar bem consigo próprio e com seus semelhantes. O resultado de uma boa educação é muito semelhante ao de uma boa terapia.

Conteúdos: A busca dos conhecimentos dá-se pelos próprios alunos. Os processos de ensino visam mais facilitar aos estudantes os meios para buscarem por si mesmos os conhecimentos que, no entanto, são dispensáveis.

Métodos: Baseia-se na facilitação da aprendizagem. Os métodos usuais são dispensados, prevalecendo quase que exclusivamente o esforço do professor em desenvolver um estilo próprio para facilitar a aprendizagem dos alunos. Rogers explicita algumas das características do professor facilitador: aceitação da pessoa do aluno, capacidade de ser confiável, receptivo e ter plena convicção na capacidade de autodesenvolvimento do estudante. Sua função restringe-se a ajudar o aluno a se organizar, utilizando técnicas de sensibilização onde os sentimentos de cada um possam ser expostos, sem ameaças. Assim, o objetivo do trabalho escolar se esgota nos processos de melhor relacionamento interpessoal, como condição para o crescimento pessoal.

Professor x Aluno:Educação centralizada no aluno e o professor é quem garantirá um relacionamento de respeito. O professor é um especialista em relações humanas, ao garantir o clima de relacionamento pessoal e autêntico. Ausentar-se é a melhor forma de respeito e aceitação plena do aluno. Toda intervenção é ameaçadora, inibidora da aprendizagem.

Aprendizagem:Aprender é modificar as percepções da realidade. Aprender a aprender.

Manifestações:  As ideias de Carl Rogers, influenciam um número expressivo de educadores e professores, principalmente orientadores educacionais e psicólogos escolares que se dedicam ao aconselhamento. Menos recentemente, podem-se citar também tendências inspiradas na escola de Summer hill do educador inglês A.S. Neill.

Alunos rejeitados por outras escolas, acabavam indo para essa escola, na qual era um tipo de semi internado, não havia hierarquia, todos tomavam as decisões juntos, em comum acordo. A ideia dessa escola é a de dar mais liberdade para a criança, tem o foco no relacionamento interpessoal. A criança acaba desenvolvendo aquilo que ela quer desenvolver. Exemplo dessa escola é a “ESCOLA DA PONTE”.

Uma crítica que se costuma fazer à influência de Rogers na educação é que suas idéias incentivam uma liberdade sem limites, permitindo que os alunos façam o que querem, levando à indisciplina e ao individualismo. Outra objeção comum, desta vez no campo teórico, é que Rogers via os seres humanos com excessiva complacência, sem levar em consideração possíveis impulsos inatos para a agressividade, a competição ou a autodestruição.


Referências bibliográficas

Site Canto libertário. Tendência Pedagógica. Disponível em: . Acessado em 27-10-2013.

 


LUCKESI, Cipriano. Tendências pedagógicas na prática escolar. Disponívem em: Acessado em: 27-10-2013.

O segredo do casamento

O Segredo do Casamento
Meus amigos separados não cansam de me
perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.
Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.
Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.
O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.
Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.
Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1922, ano 38, nº 37, 14 de setembro de 2005, página 24
Atividade:
Analisar os Fatores de Textualidade dos textos lidos (fatores interno e externos ao texto.

1)    O texto apresenta coesão e coerência? Explique por que.
2)    Qual a intenção do autor, ao elaborar este texto?
3)    Houve aceitação por parte do receptor?
4)    Em que situação o texto foi elaborado?

5)    Quais as informações velhas e informações novas no texto?

Poder da Validação

O Poder da Validação
Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.
Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.

Stephen Kanitz. Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22
Faculdade Sumare: TURMA B-NM
Claudia Fernanda de Mello
          

Atividade
Analisar os Fatores de Textualidade do textos lido (fatores interno e externos ao texto “A Escolha de seu par”).

1)    O texto apresenta coesão e coerência? Explique por que.
            Resp. Sim, o texto foi bem elaborado, pois produz sentido.

2)    Qual a intenção do autor, ao elaborar este texto?
            Resp. Resgatar a intenção da conquista que a dança proporcionava, pois diferente de hoje, as pessoas antigamente, iam a clubes e conseguiam conhecer pessoas novas e interessantes, a dança também ajudava, pela forma, postura e comportamento dos homens que dançavam, se seriam ou não bons maridos.

3)    Houve aceitação por parte do receptor?
            Resp. Sim, pois as pessoas que dançavam dança de salão, as mulheres era mais valorizadas pelos seus parceiros.

4)    Em que situação o texto foi elaborado?
            Resp. Numa época em que as pessoas estão indo à clubes e deixam de conhecer pessoas interessantes devido ao alto som de músicas sem qualidades, onde as danças estão desvalorizando cada vez mais as mulheres.

5)    Quais as informações velhas e informações novas no texto?
            Resp. Informações velhas: dança de salão era valorizada; mais oportunidades de conhecer pessoas interessantes; a dança de salão ajudava as mulheres a encontrar um bom marido; a postura e o compatamento do homem com a mulher ao dançar, mostrava se seriam ou não um bom marido.

            Informações Novas: resgatar valores antigos que se perderam com o tempocom a dança de salão, ou outras danças dançadas em dupla; regastar com a dança a volorização que tinham as mulheres; a voltar conhecer pessoas interessantes e deixar de conhecer pessoas sem afinidades nenhuma.
Instituto Sumaré de Educação Superior

Claudia Fernanda de Mello  
Turma B1-NM

A importância da escola e do professor na sociedade.

A escola é uma instituição de ensino, obrigatória e de direito de todos, onde prepara alunos em seus primeiros anos de vida até a sua total formação, nela é que as crianças irão receber sua primeira educação formal, que contribuirá para a formação profissional e para o sucesso no futuro, onde os  jovens são orientados a buscarem melhores condições de vida, sem crimes, violência, comportamentos e atitudes muitas vezes injustas, é a importante para a formação do indivíduo e para a formação profissional.

A importância da escola para a formação do indivíduo exerce um papel muito importante na vida das crianças e adolescentes, pois irão aprenderão diversos tipos de aprendizagens que não estão previstos no currículo de ensino são experimentados por elas durante sua vida escolar, sendo uma grande experiência de socialização e o convívio com pessoas de todos os tipos e de todas culturas, é nesse espaço escolar que vão começar a ter outros tipos de relações fora do ambiente familiar, começarão a questionar valores e esboçar seu projeto de vida, na escola também as crianças e adolescentes terão a oportunidade de conviverem com outros adultos, sem ser os seus pais, e se identificar com outros modelos de referência, sendo uma grande repercussão na consolidação de sua autoestima e personalidade.

A escola também é importante na formação profissional, pois as empresas buscam a cada dia mais por jovens com boa qualificação educacional, ou seja, os que concluiram no mínimo o ensimo médio e melhor ainda os que optarem por cursos técnicos ou equivalentes têm mais chances de ingressar no mercado de trabalho, concluindo quee hoje há mais exigência em relação aos estudos, por isso terminar a escola é o primeiro passo para um caminho de sucesso e um futuro profissional, e só consiguirá chegar a esse ponto com muita força de vontade e também de orientações e ensinamentos de professores.

O papel e a participação do professor nas escolas já não é há mesma do passado, onde  ele detinha todo conhecimento e depositava nos seus alunos aquilo que havia estudado, ou seja, esse estudo era normalmente lido e repassado para eles sem reflexão ou visão crítica dos conteúdos. Nos dias de hoje, busca-se e deve-se ensinar nossos alunos a pensarem, a questionarem e a aprenderem a ler a nossa realidade, para que possam construir próprias opiniões. O professor é aquele que vai passar confiança e motivar a  investigação dos alunos, tendo a função de orientar e colocar questões para que os mesmos progridam, também dará suporte e auxiliará com o fornecimento de fontes e informações, ajudando com desafios para que esses alunos percebam as diferentes perspectivas possíveis de problemas a serem resolvidos.

O professor que gosta e acredita naquilo que faz, através de seus atos e ações, servirá de modelo para seus alunos; se ele ensina a refletir ele deve refletir, se ele ensina a respeitar o próximo, ele deve respeitar seus alunos e assim por diante, somente assim ele consiguirá mudar a vida de nossas crianças, se identificando com seus alunos e   transmitindo confiança naquilo que está ensinando,e tendo consciência que em há na sua frente existem seres humanos que estão sendo moldados por ele, tornando suas principais  missões, a de levar conhecimentos, dirigir as inteligências jovens e preparar os cidadãos conscientes e para a formação desse cidadão consciente significa saber como é, como se define e funciona o mundo, de modo a reconhecer cada lugar do país no conjunto do planeta como também a de cada pessoa no conjunto da sociedade humana, capazes de atuar no presente e de ajudar a construir o futuro.

Professor e aluno dependem um do outro e assim ambos crescem e caminham juntos, é nessa relação madura onde o professor deve ensinar que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula. Se estivermos atentos aprendemos a todo momento e não só na escola com o professor e assim o aluno irá desenvolver um espírito pesquisador e interessado pelas coisas que existem; ele desenvolverá uma necessidade por aprender, tornando-se um ser questionador e crítico da realidade que o circunda. Como diz o filósofo: O verdadeiro objetivo da Educação não é meramente prover informação, mas o estímulo de uma consciência interna.


Finalizando é fundamental entendermos que o professor é aquele que vai transformar o conhecimento em algo vivo, que diga respeito à vida da sociedade concreta, inclusa ao mundo do trabalho e a prática social de maneira igual e pluralista de idéias e de concepções pedagógicas e com respeito à liberdade, com tolerância e qualidade, tornando-se o grande agente do processo educacional, sendo a alma de qualquer instituição de ensino, fazendo com que seu trabalho reverte para o bem de toda a sociedade.
FACULDADE SUMARÉ




CLAUDIA FERNANDA DE MELLO
TURMA B1-NM


Pedagogia Hospitalar















São Paulo
2013


CLAUDIA FERNANDA DE MELLO

TURMA B1-NM





Pedagogia Hospitalar





Trabalho final apresentado como relatório final para a obtenção de nota do curso de Pedagogia, na disciplina PPI- Prática Profissional Interdisciplinar, realizado pela Faculdade Sumaré, sobre a orientação da Professora Lilianne Magalhães.












São Paulo
2013
SUMÁRIO


 INTRODUÇÃO
4
1. ARTIGOS PESQUISADOS
5
    1.1 Capes
5
    1.2 Scielo
5
2. FICHAMENTO
6
    2.1 Ficha 1
6
    2.2 Ficha 2
10
3. RESUMO COLETIVO
15
4. RESENHAS
18
     4.1 Resenha do filme "Como Estrelas na Terra, toda criança é especial"
18
    4.2 Resenha e comentários do livro:. Comunicação tem remédio– A comunicação nas relações interpessoais em saúde.
19
5. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
21



























INTRODUÇÃO

            Este trabalho inicialmente foi desenvolvido em um grupo de 5 (cinco) pessoas,  com objetivo de mostrar  à disciplina PPI- Prática Profissional Interdisciplinar o fichamento  e resumo de obras que falam sobre o tema pedagogia hospitalar.
O tema pesquisado foi Pedagogia Hospitalar que vem sendo absorvida pelos educadores como uma nova visão de ensinar, dando uma chance a mais aquelas crianças afastadas de suas rotinas escolares em busca de saúde, essa pedagogia é uma modalidade de ensino da Educação que visa a ação integrada do educador no ambiente hospitalar, onde possibilita a criança hospitalizada uma oportunidade de estudar e de atendimento escolar diferenciado e especializado. Com isso, cabe a classe hospitalar buscar alternativas e métodos qualificados que possibilitem aos pacientes usufruírem de abordagens educativas por um determinado espaço de tempo.























1. ARTIGOS PESQUISADOS

            1.1 Capes      
A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Autora Rejane de S. Fontes.
           
            1.2 Scielo
Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem. Autora Patrícia Lupion Torres.
























2. FICHAMENTOS
          2.1         Ficha 1

Assunto: Pedagogia Hospitalar

Referência Bibliográfica: FONTES, Rejane de S. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, p.119-138, 2005.

Texto da Ficha:

p. 119: “A identidade de ser criança é, muitas vezes, diluída numa situação de internação, em que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor”.

p. 120: “altos índices de evasão e atraso escolar das crianças e adolescentes que permaneciam hospitalizados durante um determinado período de suas vidas”.

p. 120: “Esses objetivos buscavam não só compreender a contribuição da educação, ao operar com processos de conhecimento afetivos e cognitivos no resgate da saúde da criança hospitalizada, como também definir o espaço de atuação do professor, muitas vezes confundido com o do psicólogo, na estrutura hospitalar”.

p. 121: “defende a presença de professores em hospitais para a escolarização das crianças e jovens internados segundo os moldes da escola regular, contribuindo para a diminuição do fracasso escolar e dos elevados índices de evasão e repetência que acometem freqüentemente essa clientela em nosso país”.

p. 121: “construção de uma prática pedagógica com características próprias do contexto, tempos e espaços hospitalares e não simplesmente transplantada da escola para o hospital [...] o conhecimento pode contribuir para o bem-estar físico, psíquico e emocional da criança enferma, mas não necessariamente o conhecimento curricular ensinado no espaço escolar”.

p. 122: “forma lúdica, a hospitalização como um campo de conhecimento a ser explorado. Ao conhecer e desmitificar o ambiente hospitalar, res-significando suas práticas e rotinas como uma das propostas de atendimento pedagógico em hospital, o medo da criança, que paralisa as ações e cria resistência, tende a desaparecer, surgindo, em seu lugar, a intimidade”.

p. 123: “os conteúdos poderão ser elaborados pelo próprio professor, de acordo com o nível de conhecimento e aprendizagem identificado na criança hospitalizada”.

p. 123: “não existe um curso, reconhecido pelo MEC, voltado para esse tipo de profissionalização [...] Precisamos garantir maiores e melhores condições de acompanhamento pedagógico-educacional à clientela infanto-juvenil internada, o que certamente virá com a formação específica de profissionais nessa área de conhecimento”.

p. 123: “O ofício do professor no hospital apresenta diversas interfaces (política, pedagógica, psicológica, social, ideológica), mas nenhuma delas é tão constante quanto a da disponibilidade de estar com o outro e para o outro”.

p. 124: “ao trazer a marca da construção do conhecimento sobre aquele espaço, aquela rotina, as informações médicas ou aquela doença, de forma lúdica e, ao mesmo tempo, didática [...] não é uma escuta sem eco. É uma escuta da qual brota o diálogo, que é a base de toda a educação”.

p. 126: “a aprendizagem está pautada na interação do indivíduo com o meio no qual está inserido”.

p. 126: “Quando privadas da interação com seu grupo social, crianças portadoras, ainda que momentaneamente, de necessidades especiais (como é o caso das crianças hospitalizadas) são impedidas de ter acesso à construção de conhecimentos e de constituir sua própria subjetividade”.

p. 129: “diário de campo. Por meio desse procedimento, que consiste no registro escrito das ações vivenciadas e intenções captadas no cotidiano do espaço investigativo, o pesquisador possui um arquivo quase fidedigno de informações que o auxiliarão na análise dos acontecimentos que atravessam o trabalho de pesquisa em campo”.

p. 133: “O papel da escuta pedagógica aparece como a oportunidade de a criança se expressar verbalmente, e também como a possibilidade da troca de informações, dentro de um diálogo pedagógico contínuo e afetuoso”.

p. 133: “A escuta pedagógica parece ser o caminho a ser trilhado, pois marca o diálogo não somente como a forma da criança expressar seus sentimentos, mas também organizar suas idéias a partir da linguagem”.

p. 133. “alerta-nos que o desenvolvimento da inteligência não se dá isoladamente no interior de organismos individuais, mas está vinculado ao desenvolvimento global do ser humano – social, biológico e afetivo, em todas as etapas de sua vida”.

p. 134. “quando o paciente em questão é uma criança e quando a causa de internação, além de ser
alguma debilidade física, traz a marca da discriminação socioeconômica de nossa sociedade e, por essa razão, acaba tornando-se crônica, prejudicando uma das etapas mais importantes da vida: a infância”.

p. 134. “A criança hospitalizada não deixa de ser criança por se tornar paciente. Ela caracteriza-se por intensa atividade emocional, movimento e curiosidade. A educação no hospital precisa garantir a essa criança o direito a uma infância saudável, ainda que associada à doença”.

p. 134. “O trabalho pedagógico em hospital não possui uma única forma de acontecer. O professor tem de se reconhecer como pesquisador do seu fazer, buscando novas respostas para eternas novas perguntas”.

p. 135. “não há forma de se dirigir à inteligência da criança, sem se dirigir à criança no seu todo”. Essa é a proposta da pedagogia hospitalar quando trabalha o sujeito por inteiro e historicamente
situado”.

p. 135. “o professor trabalha com a emoção e a linguagem, buscando resgatar, através da escuta pedagógica e dialógica, a autoestima da criança hospitalizada, muitas vezes suprimida pela enfermidade e pelo sentimento de impotência que pode estar sendo alimentado pela família e pela equipe de saúde”.

p. 135. “Como professores, também temos de saber lidar com nossas emoções para lidar com as emoções do outro. Temos de respeitar a tristeza e o silêncio da criança hospitalizada. Daí a concepção e a prática de uma escuta pedagógica e de uma educação da emoção, ampliando o conceito de educação atualmente difundido”.

p. 136. “Como referência à escola, o professor pode tornar-se a ponte, através da realização de atividades pedagógicas e recreativas, com um mundo saudável (a escola) que é levado, pelas próprias crianças, para o interior do hospital como continuidade dos laços de aprendizagem e de vida”.

p. 136. “Enxergar e acreditar na criança enferma, assim como em qualquer criança, é um primeiro passo para compreendê-la, respeitá-la e auxiliá-la em seu processo de desenvolvimento, porque “a criança não sabe senão viver sua infância". Conhecê-la pertence ao adulto”.

Comentários sobre a obra:

Este artigo refere-se a uma pesquisa realizada em uma enfermaria hospitalar pediátrica.

Num primeiro momento a autora nos mostra como a criança hospitalizada sofre com o atraso escolar e a falta de ser criança. Ela busca compreender a contribuição que o professor pode dar à saúde da criança. O pedagogo precisa montar um método de ensino para aplicar dentro do hospital, de uma forma lúdica eles conseguem aos poucos tirar o medo e a resistência que têm estas crianças.

Num segundo momento ela diz que este processo de ensino precisa ser compartilhado entre o pedagogo e a criança, precisa de diálogo e escuta, pois assim, fica mais fácil traçar este caminho. Através da escuta pedagógica a criança se expressa verbalmente e consegue organizar suas idéias.

Num terceiro momento a autora conclui que o pedagogo hospitalar precisa ser um pesquisador do seu fazer, procurando sempre novas respostas para as perguntas que serão eternas neste campo da pedagogia.  A criança precisa ser trabalhada como um todo, esta precisa saber do seu estado de saúde e o ambiente hospitalar, pois isto pode ser positivo em relação à emoção e contribuindo assim para o seu bem-estar físico e psicológico.

A escuta pedagógica é uma educação de emoção, o pedagogo precisa compreendê-la, respeitá-la e auxiliá-la em seu desenvolvimento.



         
 2.2      Ficha 2


Assunto: Pedagogia Hospitalar

Referência Bibliográfica: TORRES, Patrícia Lupion Torres. Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids. Cad. CEDES,  Campinas, v. 27, n.73, set/ dez, 2007.

Texto da Ficha:

p.336:  “A possibilidade de integração e interação da criança hospitalizada com colegas, professores, familiares e outros profissionais envolvidos em seu atendimento e acompanhamento pode modificar a experiência de hospitalização, amenizando os efeitos negativos que o ambiente hospitalar muitas vezes provoca nos jovens pacientes”.

p.336: “ A inserção em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) pode ser uma das possibilidades de resposta para a interação das crianças hospitalizadas, já que tal ferramenta permite a promoção da interação entre os diversos atores envolvidos no processo de escolarização de crianças e adolescentes hospitalizados”.

p.337: “apresenta o ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids e uma proposta metodológica de aprendizagem colaborativa para crianças hospitalizadas”.

p.338: “é de fundamental importância que a universidade transforme rapidamente os novos conhecimentos que a ciência e a tecnologia produzem em soluções para a escolarização daqueles pacientes”.

p.338: “ nasce, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o Eurek@Kids, ambiente virtual de aprendizagem, como fruto de um trabalho de pesquisa de professores e alunos do Programa de Pós Graduação em Educação que a referida instituição oferece à comunidade em geral”.


p.339: “O ambiente virtual Eurek@Kids permite a interação e a exploração de diversas possibilidades de aprendizagem decorrentes de formas diferenciadas de comunicação: a de um para um, a de um para muitos e a de muitos para muitos”.

p.339: “A aprendizagem colaborativa pode ser definida como uma metodologia de aprendizagem, na qual, por meio do trabalho em grupo e pela troca entre os pares, as pessoas envolvidas no processo aprendem juntas”.

p.440: “A colaboração designa atividades de grupo que pretendem um objetivo em comum, implicando a regularidade da troca, o trabalho em conjunto, a constância da coordenação”.

p.441: “pode-se afirmar que na metodologia colaborativa: a aprendizagem é um processo ativo que se dá pela construção colaborativa entre os pares; os papéis do grupo são definidos pelo próprio grupo; a autoridade é compartilhada; o professor é um facilitador, um parceiro da comunidade de aprendizagem; ocorre a centralização da responsabilidade da aprendizagem no aluno, existe a co-responsabilidade pelo processo de aprendizagem do colega”.

p.442: “Embora sejam muitas as instituições que desenvolvem programas educacionais por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, bem como utilizam recursos tecnológicos para “entregar” a informação ao discente, poucas inovam na criação de abordagens educacionais que promovam a produção de conhecimento e menos ainda inovam, trabalhando com tal ferramenta em ambiente hospitalar”.

p.443: “o processo educativo em ambiente escolar poderia ser aperfeiçoado graças a um ambiente pedagógico qualitativamente novo, combinado a equipamentos, programas, métodos e meios tecnológicos renovados”.

p.443: “muitas das propostas existentes enquadram-se, em termos de modelos pedagógicos, em concepções tradicionais de ensino, na reprodução do conhecimento: é a educação bancária, descrita por Freire (1975, 1999) […] do Laboratório On-line de Aprendizagem (LOLA), por meio do ambiente virtual Eurek@Kids, fundamenta-se na interação e no diálogo. Aprender significa construir coletivamente o conhecimento, a partir de uma atitude crítica, problematizadora e questionadora, e ensinar significa animar, orientar, propor, a fim de fomentar a discussão entre pares”.
p.444: “as atividades do LOLA que organizam, sistematizam, dinamizam e, consequentemente, dão sentido à ação do grupo. E é por meio da gestão das atividades que seus membros exercitam a democracia do consenso”.
p.445: “A cada nova leitura feita por um outro elemento da turma o texto pode receber novos comentários”.

p.446: “o aluno tem liberdade para escolher que perguntas ele responderá, porém, deve obrigatoriamente respondê-las na quantidade mínima estabelecida”.

p.448: “Na atividade individual, eles seguem seu próprio critério tanto para a escolha das perguntas, quanto para o conteúdo, a complexidade e a extensão da resposta. Já na atividade em grupo, faz-se necessário negociar para se chegar a um consenso sobre as possibilidades de escolha, desenvolvendo, assim, habilidades de convívio social”.

Comentários sobre a obra:

A autora busca informar nessa obra, uma das diversas soluções para o desafio metodológico na pedagogia hospitalar, na qual somente ultrapassando paradigmas existentes na educação tradicionalista e individualista, poderá solucionar essa dificuldade da educação nos hospitais.

A solução que a autora se refere na obra, que tem como objetivo socializar a aprendizagem e a construção do saber em um grupo, é a utilização do ambiente virtual nos hospitais para crianças hospitalizadas, onde implicará uma maior exploração dos recursos de mediação tecnológica, e disponíveis no ambiente virtual.

São diversos os ambientes virtuais, mas o escolhido pela autora e pesquisado pela mesma é o Eurek@Kids, onde irá auxiliar na neutralização do distanciamento físico e temporal existentes entre aprendizes hospitalizados, onde os mesmos irão se integrar no universo virtual, e se aproximar dos diversos atores do processo de ensino-aprendizagem pelo amparo proporcionado à comunicação pedagógica, inicialmente a utilização dessa ferramenta de ensino irá proporcionar a autonomia dessa criança ao realizarem atividades individuais, e quando tiverem familiarizados irão interagir em grupo, onde irão construir um saber autonomamente, já que o professor não interfere nas decisões do grupo de modo restritivo.


Localização da Obra: Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622007000300006&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 29 de abril de 2013.


3.      RESUMO


Em breve pesquisa realizada foi localizado quatro (4) textos interessantes que falam sobre o tema: pedagogia hospitalar. A partir do primeiro contato com estas obras selecionamos dois (2) destes textos para nos aprofundarmos na leitura. A seguir mostraremos do que se trata cada texto mostrando suas contribuições para o tema.

O primeiro capítulo mostra a autoria e as obras dos textos pesquisados, o segundo capítulo já mostra os fichamentos dos mesmos e agora no terceiro capítulo  o resumo dos textos em questão.

No texto de autoria de FONTES, intitulado “A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital” a autora nos leva a ver a importância do Pedagogo no ambiente hospitalar, uma vez que a prática pedagógica pode contribuir para o bem-estar físico, psíquico e emocional da criança. Nem sempre é necessário foco no currículo escolar, o ensinar nos hospitais, tem que ser feito de acordo com a realidade e com as necessidades do enfermo, com foco sempre na recuperação da saúde da criança. Ou seja, a escolarização não deve ser excluída, mas, deve ser colocada sob uma nova dinâmica educativa, visando sempre, o ambiente em que aquela criança estava inserida antes da hospitalização, e a realidade de sua enfermidade. Para a criança hospitalizada a escolarização surge como uma nova perspectiva, pois o desejo de aprender⁄ conhecer, desperta o desejo de viver no ser humano. O artigo também nos mostra que para a criança é muito importante conhecer a doença e entender suas consequências, não só a sua, mas a de seus companheiros, onde discutindo junto com o pedagogo, acaba surgindo uma estabilidade emocional perante as enfermidades.  Fontes também mostra que:

“A criança hospitalizada não deixa de ser criança por se tornar paciente. Ela caracteriza-se por intensa atividade emocional, movimento e curiosidade. A educação no hospital precisa garantir a essa criança o direito a uma infância saudável, ainda que associada à doença”. (Fontes,  2005, 134).  

O texto “Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids  de autoria de Figueira aborda uma das diversas soluções para o desafio metodológico na pedagogia hospitalar, na qual somente ultrapassando paradigmas existentes na educação tradicionalista e individualista, poderá solucionar essa dificuldade da educação nos hospitais.

A solução que a autora se refere na obra, que tem como objetivo socializar a aprendizagem e a construção do saber em um grupo, é a utilização do ambiente virtual nos hospitais para crianças hospitalizadas, onde implicará uma maior exploração dos recursos de mediação tecnológica, e disponíveis no ambiente virtual.

São diversos os ambientes virtuais, mas o escolhido pela autora e pesquisado pela mesma é o Eurek@Kids, onde irá auxiliar na neutralização do distanciamento físico e temporal existentes entre aprendizes hospitalizados, onde os mesmos irão se integrar no universo virtual, e se aproximar dos diversos atores do processo de ensino-aprendizagem pelo amparo proporcionado à comunicação pedagógica, inicialmente a utilização dessa ferramenta de ensino irá proporcionar a autonomia dessa criança ao realizarem atividades
individuais, e quando tiverem familiarizados irão interagir em grupo, onde irão construir um saber autonomamente, já que o professor não interfere nas decisões do grupo de modo restritivo.

“Embora sejam muitas as instituições que desenvolvem programas educacionais por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, bem como utilizam recursos tecnológicos para “entregar” a informação ao discente, poucas inovam na criação de abordagens educacionais que promovam a produção de conhecimento e menos ainda inovam, trabalhando com tal ferramenta em ambiente hospitalar”. (TORRES, 2007, p. 442).

A partir das duas leituras, podemos conhecer um pouco mais sobre o trabalho educacional desenvolvido pelos pedagogos em hospitais e de que forma sua prática pode influenciar na recuperação dos pacientes de todos os ciclos da vida.

Identificando diante desse aprofundamento sobre o tema, que os principais objetivos do pedagogo hospitalar é a de promover a integração entre a criança , a família, a escola e o hospital, amenizando os traumas da internação e contribuindo para a interação social.

O pedagogo tem que possibilitar  oportunidade ao atendimento às crianças e adolescentes hospitalizados em busca da qualidade de vida intelectiva e sócio interativa.

É importante que o pedagogo hospitalar aproxime a vivencia da criança no hospital à sua rotina diária anterior ao internamento, utilizando o conhecimento como forma de emancipação e formação humana, e por fim, fortalecer o vinculo com a criança hospitalizada, possibilitando o fazer pedagógico na pratica educacional dos ambientes hospitalares, proporcionar à criança hospitalizada a possibilidade de mesmo estando em ambiente hospitalar, ter acesso à educação.






















4.      RESENHA

   4.1 Resenha do filme "Como Estrelas na Terra, toda criança é especial"

Esse filme foi dirigido por Aamir Khan com o título original “Taare Zameen Par – Every Child is Special”, o lançamento foi em 2007 e se passa na Índia, conta a história de um menino chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia estuda em uma escola normal e repetiu uma vez a terceira série e corre o risco de repetir novamente. O menino com apenas nove anos não consegue acompanhar a turma. O pai de Ishaan como todos de seu convívio não percebem que ele apresenta um distúrbio de aprendizagem, assim a criança sofre com o despreparo dos professores e colegas, além da rigidez e agressividade do pai.

O pai é chamado pela diretora para conversar, diante de tantas reclamações decide colocar seu filho em um internato. O menino sofre, não consegue entender atitude de seu pai e acha que foi excluído da família por apresentar dificuldades em aprender e entende essa atitude como um castigo. Fica desmotivado por ninguém o compreender, perde a vontade de aprender e de ser uma criança, sente falta de sua mãe e seu irmão e quer voltar para casa. O internato mantém uma filosofia baseada na disciplina, onde as regras devem ser cumpridas.

Tudo se modificou com a chegada do professor Ram Shankar Nikumbh para substituir o professor de artes, ele acredita nas diferentes habilidades em que cada criança apresenta e faz de sua aula um momento divertido onde as crianças tem sua atenção voltada para o que o professor ensina, diferente da metodologia dos outros professores e da escola que era tradicionalista.

Ao conhecer Ishaan o professor percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo, foi até a casa de Ishaan para conversar com seus pais. Esse não era um problema desconhecido pelo educador, pois trabalhava em outra escola que atendia crianças com necessidades especiais. Ele ensinou Ishaan a ler e escrever fora dos horários de aula e a partir desse momento o menino se sente motivado e se empenha nos estudos mostrando um resultado positivo. O filme preconiza a importância do professor para seus alunos, como podem trabalhar de forma criativa onde todos se sentem valorizados cada um mostrando suas habilidades dentro do que lhe é possível.
Esse filme nos retrata ao capítulo 7 “Educação escolar para todos do componente Necessidades educativas infantis onde é preconizado a inclusão e a participação ativa e efetiva de todos os alunos no processo de aprendizagem. A normalização, integração e inclusão possibilitam a convivência com as diferenças e contribui com a criação de diferentes espaços nas escolas regulares.

Os professores devem investir em sua aprendizagem tornando sua formação decisiva, essa formação deverá possibilitar o seu desenvolvimento como pessoa, com profissional e como cidadão, assumindo na sua prática social o exercer da intervenção para transformar, por isso merece atenção especial. Os futuros educadores devem saber lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com essa e as demais deficiências. As escolas devem se prepara para receber esse aluno e os professores devem investir em sua formação para que possa ensinar a todos com qualidade favorecendo o processo de inclusão.

É essencial para criança essa atenção vinda do educador, isso valoriza o ambiente de aprendizagem e a criança consegue sentir prazer em aprender, os pais devem contribuir e participar mais da vida escolar do aluno, todos trabalhando em equipe favorece o crescimento da criança, do profissional e da família podendo assim obter uma melhoria, resultados positivos e significativos. Todos os profissionais da educação devem assistir ao filme, pois retrata a realidade das escolas e contribui tanto para o crescimento profissional quanto para o crescimento pessoal.


4.2  Resenha e comentários do livro:. Comunicação tem remédio– A comunicação nas relações interpessoais em saúde.

Comunicação tem remédio aborda os problemas hospitalares, já amplamente discutidos, mas sob a ótica da comunicação interpessoal. Nesta obra, a autora mostra que a missão social do profissional de saúde permite conciliar disciplina e afetividade, seja no contato com o paciente, seja no relacionamento entre companheiros de trabalho.

A comunicação é a essência da vida e inerente ao ser humano. Comunicamos através do gesto, olhar, toque e é claro, com a fala. O pedagogo em sua práxis diária estabelece as relações humanas através dos meios de comunicação, desta forma, enquanto docente e preceptor que valoriza este instrumento básico de ensinagem e aprendência, tem a necessidade de consultar alguns atores envolvidos em diferentes meios de atuação e avaliar os tipos e a importância da comunicação utilizada nas relações interpessoais, onde a família, o hospital, escola e paciente atuam de forma diversa, mas com um objetivo comum: o de comunicar e se relacionarem bem em todas as instâncias relatadas.

No livro A Comunicação tem remédio, percebe-se que através da comunicação bem colocada e intencionada, os profissionais ligados á equipe multidisciplinar onde hospital/paciente/ família/ escola/ têm utilizado na comunicação um instrumento de humanização no cuidar e ser cuidado.
Todo ser humano tem a capacidade de se comunicar: do seu jeito, em seu tempo, com sua habilidade particular.

Entretanto, a qualidade da mensagem transmitida e o entendimento de seu conteúdo, muitas vezes deixam a desejar, comprometendo significativamente as relações interpessoais e os resultados organizacionais, que, no caso de ser um ambiente hospitalar, não pode haver erros de nenhuma espécie.

A interlocução da família, escola e hospital, tem como protagonista o pedagogo hospitalar que se comunica com o paciente e este com ele, tratando-se assim de um processo recíproco de intermediação pedagógica. Este se relaciona com os amigos e familiares deste paciente, adequando informações médicas ao alcance destes visitantes, além de interagir com os membros da equipe e outros funcionários e ainda com inúmeras outras pessoas durante o correr do dia em uma rotina hospitalar.


















REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS


FONTES, Rejane de S. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, p.119-138, 2005.


KHAN, Aamir. 2007. Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial. Índia: Estúdio/Distrib: Aamir Khan Productions.


SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação tem remédio: A comunicação nas relações interpessoais  da saúde. Ed. Loyola, São Paulo, 2002.



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