BEM VINDO




29 de ago de 2010

O VICIO DO BLOG


O blog tornou-se mania na internet.As pessoas parece que se encontram nele.Não sei se você concorda comigo. Mas acho que não consigo mais navegar, simplesmente na internet, sem visitar nenhum blog. Você também é assim?Afinal, é nele qie a gente aperfeiçoa o exercício de escrever, de lapidar um pouco o que aprendeu na escola e ainda acrescentar conhecimento ao que já possui.O blog realmente é a maravilha da internet. Nele a gente conhece pessoas, que não conheceria nunca noutro meio de comunidação.Diferente da TV, que só emite notícia, o blog além de emitir notícia permite que você dê sua opinião, o que o torna interativo. Se bem que a TV digital pretende ser assim. Todavia, enquanto ela não chega... Até arrisco uma dúvida: Será que a TV digital vai tirar o mérito do blog? Será que ele ficará em segundo plano?Vamos aguardar.
O QUE É BLOG?

Nos tempos atuais onde internet é mania, houve a proliferação de uma ferramenta chamada blog. Um blog nada mais é que uma ferramenta onde são colocadas idéias (o termo na internet é postar). Os assuntos são inúmeros, pode ser desde informações de jornais e pesquisas acadêmicas a um diário pessoal, onde você coloca suas experiências diárias. Atualmente existe inúmeros sites que divulgam e até premiam os melhores blogs, em milhares de categorias.A pessoa que "posta" informações, é considerada blogger, e a essa pessoa cabe toda a responsabilidade de manter o seu blog, ou o seu espaço atualizado.O blog normalmente é de fácil manutenção sendo que você ainda pode editar o layout dele através de ferramentas de configuração online. Os blogs se tornaram tão populares que até soldados dos EUA possuem, onde postam sobre a guerra no Iraque. Personalidades do esporte também possuem blogs onde contam suas vitórias e derrotas, assim como alguns alpinistas que viajaram até o Everest.
A importância da escrita

O trabalho de escrever é árduo. Um texto para cativar o público precisa, primeiramente, abordar um assunto que desperte a atenção do leitor; por isso, a escolha do tema é muito importante.

Em segundo lugar, o texto deve estar bem escrito, ortográfica e gramaticalmente. E, além disso, deve atingir as expectativas do leitor, fazendo com que ele crie um vínculo com suas ideias e abordagens.

Outra característica necessária é ser coeso e coerente. Isto é, um texto coeso é aquele que apresenta associação consistente entre seus elementos formadores. Dessa forma, vemos que a coesão é a costura entre uma ideia e outra dentro do texto, é ela quem estabelece as relações entre as informações apresentadas e elencadas. Ao passo que a coerência é a ligação desses elementos textuais. Nós percebemos logo quando um texto não é coerente, pois ele não conclui as ideias apresentadas e as ligações entre as palavras são prejudicadas, dificultando a compreensão da mensagem.

Assim, percebemos que para a construção de um texto não bastam apenas algumas ideias, é preciso cuidado na escolha do assunto, do vocabulário e na construção das frases.

Atualmente, com as facilidades da internet, muitas pessoas estão se valendo da “arte de escrever”, pois, em um momento em que é necessário se destacar, a escrita vem proporcionando visibilidade a muitos profissionais. Porém, é necessário um olhar mais atento a essa ferramenta de marketing, pois o seu texto pode falar muito sobre você e, principalmente, pode contribuir com uma má impressão profissional se você não tomar alguns cuidados, tais como:

Revisão: um texto que apresenta erros ortográficos ou mesmo de digitação denota falta de atenção, cuidado e é ponto negativo para seu currículo profissional.

Certifique-se de ter escolhido as palavras corretas dentro do contexto abordado.

Lembre-se, a função da escrita é comunicar, levar sua ideia e seu pensamento ao leitor; assim, seu texto deve ser claro e objetivo, levando a informação de uma forma que esclareça e não que cause dúvidas, sendo coerente e coeso.

Portanto, se você quer se destacar, gerar boa visibilidade e transmitir a imagem de um profissional competente, aprimore-se, atualize-se, esteja sempre em constante evolução e não descuide de seus textos. Paula Pilastri

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Função da Gramática Normativa e Importância do Ensino da Gramática

Função da Gramática Normativa e Importância do Ensino da Gramática

A gramática normativa tem a função de estabelecer regras para o uso da língua, sendo, então, a mais usada em salas de aula como forma de padronizar a utilização da língua materna, embora alguns lingüistas destaquem certos problemas relativos à aplicação somente da norma padrão, já que muitas pessoas acham o português e sua totalidade de regras muito difíceis. Isso os tornam incapazes de produzir textos próprios e de compreender os mais variados textos de maneira eficaz. Por este motivo, alguns métodos de ensino vêm sendo modificados e, ao invés de textos literários e da gramática normativa, já é possível estudar textos retirados de fontes expressivas ligadas ao cotidiano (jornais, revistas e internet) e analisá-los da maneira como a língua nos é apresentada atualmente.

A importância do estudo da gramática normativa está, então, inserida em um conjunto de regras que vai nos fornecer o que é certo e errado na hora de elaborar textos e em toda a forma escrita. Além disso, é comum vermos que muitos gramáticos buscam embasar a língua falada de acordo com o estabelecido pela norma padrão. Mas é importante percebermos os outros tipos de gramática e o estudo da linguagem como um todo, para que possamos não só entender todos os tipos de texto existentes, bem como produzi-los, levando em consideração que uma mesma língua apresenta diversas formas e variedades regionais que devem respeitar as necessidades do falante e considerar que o indivíduo que não sabe a língua padrão, mas consegue se expressar, já é considerado falante da língua materna.

Ora, se a função da escola é o ensino da língua padrão, não é com teoria gramatical que ela concretizará seu objetivo. Esses contrastes levam o estudante ao desinteresse pelo estudo da língua, pois quando pensa haver entendido conteúdo trabalhado em sala de aula, amargura-se ao se deparar com determinadas construções, pois não consegue entender o enunciado, daí resultam as frustrações, reprovações, recriminações que começam pela própria escola e o preconceito lingüístico de que não sabe português.

A Norma é a língua do Estado, é a variedade que o Estado e as suas instituições consideram correta. A Escola e os Média (no Brasil mídia) são as principais instituições que impõem o correto linguístico. A gramática normativa propriamente dita, a meu ver, não tem interesse nenhum. Segundo Bechara, o entrave da vigência de duas ortografias oficiais, a do Brasil e de Portugal, será eliminado, facilitando assim a difusão internacional do idioma.

"O relógio da história está marcando as horas da ortografia portuguesa e as nações lusófonas não podem perder essa oportunidade histórica de fazer que a língua portuguesa ingresse no clube daquelas línguas de cultura que têm uma só ortografia".

Para ele, ingressar no "clube" das línguas com uma só grafia é atingir não apenas a sua maturidade linguística como também política que expressa a capacidade de chegar a um denominador comum de escrita.

"Ele apenas trabalhou em dois campos fundamentais: a acentuação tônica e o emprego do hífen que foi sempre uma infernização tanto em Portugal como no Brasil para o seu correto emprego", referiu.

Ele explica que no acordo há regras pontuais que contrariam regras gerais do próprio acordo que, por sua vez, já estavam assentadas na tradição ortográfica dos dois países.

Bechara cita o "problema sério" que o texto do acordo gerou: o emprego inusitado da palavra "etc". "Nós usamos etc para diminuir uma lista de fatos análogos, mas o acordo criou o etc para as exceções".

"A entrada de Portugal indica que o país acerta o passo definitivamente com o acordo que foi estabelecido pelas Academias e com o aval dos cinco países independentes africanos que sempre marcharam com os hábitos linguísticos portugueses".

Este processo, que em seis anos poderá ter sido concluído, fará com que "nós [o Brasil] nos aproximemos mais de Portugal do que de nós mesmos", referiu. "O grande presente que Portugal poderia ter dado ao mundo foi o Brasil, hoje detentor e responsável pelo destino da língua portuguesa".
Blogs educativos

Pesquisa aponta que utilização de blogs como ferramenta de ensino pode despertar o interesse pela escrita e exercitar a prática da argumentação.
Estudo envolveu produção de 20 blogs por alunos de uma escola de ensino básico.

05/01/2009 - O uso em sala de aula de blogs, páginas na internet com comentários sobre assuntos diversos ou relatos pessoais, favorece a prática da produção textual e contribui para exercitar nos estudantes o poder de argumentação, além de propiciar a leitura de uma maior diversidade de textos e gerar debates e comentários mediados pela prática da escrita.

Essa é a principal conclusão da dissertação de mestrado apresentada por Cláudia Rodrigues no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A pesquisa teve o objetivo de estudar a viabilidade da utilização de blogs nas aulas de língua portuguesa e no ambiente escolar. “O estudo ressaltou a necessidade de os professores encontrarem caminhos para explorar o letramento digital em sala de aula”, disse Cláudia, que também é professora de redação do ensino médio, à Agência Fapesp.

Para verificar a validade em utilizar blogs para o ensino de escrita, o estudo, orientado pela professora Denise Bértoli Braga, do Departamento de Lingüística Aplicada do IEL, envolveu a produção de 20 blogs por cerca de 240 alunos durante as aulas de produção textual ministradas em quatro turmas de uma escola de ensino básico.

Os alunos produziram os blogs e, em seguida, foram promovidas discussões sobre assuntos diversos que tiveram início em sala de aula e prosseguiram no ambiente digital.

“Nas aulas de redação normalmente há debates sobre determinado tema para preparar o aluno para a escrita. Os blogs tiveram a intenção de continuar e transferir essa discussão para o ambiente virtual”, explicou Cláudia.

Segundo ela, além de serem colocados em contato com diversas opiniões, podendo exercitar a prática da argumentação, os alunos, por conta própria, envolveram professores de outras disciplinas da escola para a coleta de informações que deram origem aos textos publicados nos blogs.

“O interesse pela leitura e pela escrita aumentou quantitativa e qualitativamente em proporção às aulas tradicionais. Dos 20 blogs publicados por quatro turmas, quatro tiveram destaque e foram considerados de elevado êxito na proposta”, afirmou Cláudia, destacando que as discussões tiveram maior alcance do ponto de vista temático e também foram estendidas para outros ambientes fora da sala de aula.

“Foi nítida a inquietação na sala de aula em relação às pesquisas e busca de dados para os textos. Também foi freqüente a solicitação, por parte dos alunos, da leitura dos textos por seus colegas de classe antes de sua publicação. A maior parte dos estudantes buscou ainda outras fontes de informação além do professor para chegar às conclusões sobre os assuntos abordados”, disse.

Domínio da tecnologia

Para ela, o fato de envolver a escola em um ambiente tecnológico que já era de domínio dos adolescentes permitiu um alto nível de identificação com a proposta. “Os blogs construídos pelos alunos mostram a familiaridade deles com construções hipertextuais e com integração de linguagens, além de o conteúdo disponibilizado para os leitores virtuais incluir links para outros textos”, disse.

“Os alunos se preocuparam mais com a qualidade da escrita e com o desenvolvimento do discurso, uma vez que o professor não é mais o único leitor de seus textos. O blog é público”, contou.

A pesquisa sugere que os blogs podem ser utilizados pelos professores de diferentes formas, dependendo da criatividade dos docentes e do casamento de suas intenções pedagógicas com os interesses dos alunos.

“Os blogs podem otimizar o trabalho do professor por ser um espaço dinâmico para, entre outras coisas, a argumentação, a leitura, o questionamento e a crítica. O blog favorece a participação coletiva, formando autores, co-autores e leitores assíduos”, disse a professora.

Segundo Cláudia, que sugere a inserção dos blogs nas aulas de produção textual, o uso desse tipo de tecnologia na escola tem sido quase que inevitável. Por outro lado, o uso dessas “páginas digitais” demanda mudanças sensíveis no perfil do professor.

“O professor passa a ser mais um orientador e, embora possa avaliar e dar nota ao blog, na prática ele deixa de ser o leitor alvo dos textos. O blog deve ser visto como mais uma ferramenta à disposição dos docentes, somado ao livro didático e a outras atividades de suporte”, disse.

Para ela, as instituições de ensino têm percebido a importância da tecnologia no contexto escolar, mas pouco se sabe sobre práticas eficientes que utilizam a tecnologia em sala de aula. “Embora os professores do ensino básico defendam e reconheçam a importância dessa tecnologia para o processo de ensino e aprendizagem, por vezes não sabem lidar com ela na prática docente”, apontou.

O estudo indicou ainda que, apesar de ser um dos grandes entraves para as propostas pedagógicas na internet, a linguagem própria do mundo virtual, uma espécie de dialeto que os jovens utilizam para expressar suas opiniões, não impediu que os jovens pudessem aprender a língua portuguesa corretamente.

“A língua portuguesa é rica e múltipla, e o blog, um espaço para discussão, leitura e escrita. Ambos são sociáveis e podem sofrer uma fusão para alcançar o objetivo de desenvolver capacidades como independência e autonomia, além de favorecer a capacidade argumentativa, já que os autores do blog precisam envolver e convencer outras pessoas sobre seus pontos de vista”, disse Cláudia.

Na pesquisa, a produção textual dos alunos não se enquadrou na linguagem conhecida como “internetês”, carregada de abreviações e gírias criadas pelos próprios adolescentes.

“Hoje existem diversos gêneros de blogs que envolvem vários tipos de linguagens. O blog educacional tem um perfil diferenciado comparado aos blogs de entretenimento. Antes de qualquer proposta pedagógica, o professor deve sinalizar a seus alunos a riqueza da língua portuguesa e suas múltiplas variações e condições de produção”, disse.



Por Thiago Romero, da Agência Fapesp
A IMPORTANCIA DA INFORMATICA NA EDUCAÇÃO

A cada dia que passa, a informática vem adquirindo cada vez mais relevância na vida das pessoas. Sua utilização já é vista como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vêm aumentando de forma rápida entre as pessoas. Cresce o número de famílias que possuem em suas residências um computador. Esta ferramenta está auxiliando pais e filhos mostrando-lhes um novo jeito de aprender e ver o mundo. Quando se aprende a lidar com o computador novos horizontes se abrem na vida do usuário.

Hoje é possível encontrar um computador nos mais variados contextos: empresarial, acadêmico, domiciliar o computador veio para inovar e facilitar a vida das pessoas. Não se pode mais fugir dessa realidade tecnológica. E a educação não pode ficar para trás, vislumbrando aprendizagem significativa por meio de tecnologias. As escolas precisam sofrer transformações frente a essa “nova tecnologia” e assim construir uma aprendizagem inovadora que leva o individuo a se sentir como um ser globalizado capaz de interagir e competir com igualdade na busca de seu sonho profissional.

O ensino por meio da tecnologia ainda é bastante questionado. Muitas escolas no passado introduziram em seu currículo o ensino da informática com o pretexto da modernidade. As duvidas eram grandes em relação a professores e alunos. Que professores poderiam dar essas aulas? Em principio contrataram técnicos que tinham como missão ensinar Informática. Uma outra dúvida pairava entre os educadores: O que ensinar nas aulas de informática?

Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta, introduziram a Informática educativa em seus currículos, que, além de promover o contato com o computador tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados.

Vivemos em mundo tecnológico, onde a Informática não pode ser vista como meramente “mais uma tecnologia”. É uma “nova tecnologia” que oferece transformação pessoal, além de favorecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. Dessa forma devemos entender a Informática não como uma ferramenta neutra que usamos simplesmente para apresentar um conteúdo. Devemos ter a percepção que, quando a usamos como conhecimento, estamos sendo modificados por ela e nos transformando em pessoas melhores.

28 de ago de 2010

           Filhos e a internet: Dicas para pais e responsáveis

A internet trouxe muitos benefícios para a nossa vida, farta disponibilidade de informação, entretenimento e muito conteúdo útil para toda a família. Infelizmente, a internet trouxe muitas dores de cabeças para pais ou responsáveis de crianças e adolescentes que cada vez mais mergulha no mundo da internet.

Filhos e a internet, gerenciar com equilíbrio a relação dos nossos filhos com a internet tem sido uma tarefa difícil para muitos pais e cada vez mais o assunto vem ganhando importância, despertando a atenção não só de pais e responsáveis, como também de educadores, religiosos e das autoridades públicas.
[LT]

Mas, quais os perigos reais?
A internet é livre, isto é, toda a informação está disponível na internet de forma livre. Qualquer pessoa pode criar um site, disparar um email, acessar uma rede social e disseminar qualquer tipo de informação e é exatamente aí que mora o perigo.

Pornografia, violência, racismo, pirataria, etc são alguns exemplos de conteúdos que podem ser acessados. Embora, esses conteúdos sejam ilegais, eles continuam disponíveis e podem ser encontrados sem muitos esforços.

 
Como um membro de familia, educadora, profissional de internet e defensora da valorização da família, gostaria de sugerir algumas dicas para pais e responsáveis que também se preocupam com a relação filhos e internet.

■Coloque o computador na sala ou em local público;

■Estabeleça horários para acesso à internet;

■Verifique o histórico de sites acessados;

■Procure saber quem são os contatos que seu filho tem em programas de troca de mensagens, como o MSN Messeger;

■Faça uma análise periódica das comunidades do Orkut que seu filho pertence;

Um grande problema ocorre quando os pais compram um computador para os filhos acessarem a internet, mas eles não mesmos não acessam, alguns tem até medo de mexer no computador.

A inclusão digital é algo que deve envolver a família toda, só assim pais e responsáveis poderão acompanhar com mais eficácia o desenrolar desta complicada relação entre filhos e a internet
Importância da internet no mercado de trabalho

O mercado de trabalho não é mais o mesmo, disso ninguém duvida. Quando analisamos a história recente e comparamos com o atual momento percebemos as grandes transformações que houve na forma de trabalhar e gerar empregos. Em épocas de mudanças constantes a internet é sem dúvida uma ferramenta importante para auxiliar as pessoas na busca de novos empregos ou novas oportunidades nos atuais empregos. Listarei abaixo alguns pontos que julgo relevante para fundamentar a importância da internet no mercado de trabalho.

Necessidade de atualizações constantes

Atualizar. Reciclar. São palavras no vocabulário trabalhista de qualquer um atualmente. Muitos mais que formação, experiência ou até competência, a atualização parece ser o grande diferencial para quem quer se manter ativo. Se para muitos pagar cursos ou treinamento não é a melhor alternativa, creio que na internet seja possível obter muito conhecimento de graça. Sites como a Wikipédia e os inúmeros sites que oferecem cursos, tutoriais e treinamento online fundamentam essa idéia.

Novos postos de trabalho

A internet é enorme, construir e manter tudo isso dá muito trabalho e precisa muita gente envolvida. Web designers, programadores web, fotógrafos, produtores de vídeos e áudio, redatores, técnicos em informática, especialistas em segurança, produtores dos mais diversos tipos de conteúdos, etc. A lista é enorme de pessoas e profissões necessárias para manter a internet funcionando. Sem contar as novas profissões que tem surgido com o advento da internet, como o blogueiro. Você sabia que muita gente vive de blogs e que já é possível definir blogueiro como profissão?

Cursos e especializações pela internet

Muitos são os cursos feitos pela internet. Cursos livres, especialização, técnicos, graduação, pós-graduação, extensão universitária, etc. Hoje é possível fazer qualquer um desses cursos sem sair de casa. Eu por exemplo faço um curso de graduação a distância pela UNIP - Universidade Paulista. Assim que terminar este post preciso terminar de ver as aulas da semana. Qual a vantagem disso? Agora são 16h14 de um domingo, isto é, posso estudar a hora que eu quiser.

Troca de experiências com outros profissionais

Trocar experiências são práticas importantes na vida de qualquer profissional, estamos sempre querendo aprender mais com as experiências de outras pessoas, sejam elas acertadas ou não. A importância da internet no mercado de trabalho também se fundamenta pela enorme possibilidade de profissionais trocarem experiências nas mais diversas áreas de atuação. AS redes sociais, como Orkut, Facebook, Myspace, spaces etc são exemplos disso. Existem ainda sites, blogs, fóruns e comunidades específicas para diversas profissões.

Trabalho a distância

Uma tendência que a internet proporcionou foi o trabalho a distância. O mercado de trabalho a distância é antigo, mas ele estava limitado a alguns casos e era dificultado pela comunicação e troca de informações. Hoje cada vez mais se fala em Home Office (escritório em casa) e outras formas de trabalho a distância. Pretendo fazer um post específico sobre isso em breve.

Conclusão.

Importância da internet no mercado de trabalho é evidente pelos pontos acima citados e muitos outros. Usar a internet de forma inteligente pode ser uma boa saída para quem deseja manter no mercado de trabalho ou para aqueles que desejam ingressar no disputado mercado de trabalho.

Qual a diferença entre web e internet

Qual a diferença entre web e internet?

Qual a diferença entre web e internet? Será que estamos falando da mesma coisa? Bem, para muitos sim, mas internet é web não é a mesma coisa e, portanto irei conceituar neste post-aula a diferença entre elas.

Conceito de internet

Como vimos na post-aula anterior, internet é um conjunto de redes de computadores que utilizam o protocolo TCP/IP para comunicar entre si.

Conceito de web

A web é uma aplicação que usa a internet. Web ou World wide Web, é uma aplicação criada para permitir o compartilhamento de arquivos (HTML e outros), tendo o navegador como ferramenta de acesso a web.

Diferença entre internet e web

Internet é rede de computadores. Web é uma aplicação para rodar nessas redes. Hoje é muito comum usar o termo web para internet e vice-versa. Além da web, há outras aplicações que rodam na internet, alguns exemplos são: troca de arquivos (FTP), Mensagens instantâneas (MSN), envio e recebimento de emails (SMTP e POP), entre outras.
                        Importância da internet na sociedade

Vivemos em um mundo de constantes transformações, a cada nova geração mudam-se as formas de se relacionar e de viver em sociedade. Creio que a nossa geração ficará marcada pelas transformações causadas pela internet, mas final, qual importância da internet na sociedade atual? Para tentar responder esta pergunta, elenquei alguns pontos que considero fundamentais.

Novas formas de comunicação

A internet trouxe novas formas de comunicação, os comunicadores instantâneos como o MSN, o telefone pela internet como o Skype, o email, as redes sociais como o Orkut, entre outros, são ferramentas baseados em internet que possibilitou uma verdadeira revolução na forma como comunicamos com outras pessoas.

Este é um ponto muito positivo, pois não só barateou o custo da comunicação como tornou as pessoas mais próximas. Mas há um lado negativo que é a exclusão digital, ou seja, muitas pessoas estão sem acesso à internet e do ponto de vista tecnológico estão excluídas digitalmente.
Descentralização da informação, cultura e educação

Este é um ponto que reflete bem a importância da internet na sociedade, pois com a internet, a informação, cultura e educação deixaram de ser privilégio de alguns apenas. Para sustentar esta tese cito os seguintes itens:

■A Wikipedia já é a maior enciclopédia do mundo. Então, para a maioria das pessoas que nunca tiveram acesso à enciclopédia Britânica, por exemplo, agora pode consultar livremente o que quiser na Wikipedia.

■A educação a distância é uma realidade no Brasil com inúmeros cursos de graduação e pós-graduação a distância.

■Livros gratuitos na internet, blogs dos mais variados assuntos, serviços de mapas e passeios virtuais que permitem você conhecer diversas cidades, como: Roma, Milão, Nova Iorque, entre outras.

Aparente diminuição das diferenças sociais

Por todos os itens citados acima, as diferenças sociais parecem ter diminuído, mas é bom lembrar que a internet ainda não é acessada por todas as pessoas e o custo ainda é elevado.

Possibilidade de exploração de novas oportunidades

A importância da internet na sociedade também pode ser atribuída à inúmeras oportunidades que podem ser exploradas pela internet. Oportunidades como conhecer lugares virtualmente, fazer um curso a distância, trabalhar pela internet, conhecer empresas e pessoas, entre outras.

Promove a inclusão social

Creio que este ponto ainda seja um sonho, pois inclusão social vai muito além de inclusão digital, mas creio que a internet seja um bom começo para fazermos uma verdadeira inclusão social no Brasil.

Estes são alguns pontos que considerei para demonstrar a importância da internet na sociedade, contudo não são os únicos e certamente a internet tem contribuído positivamente em diversos setores da nossa sociedade

A IMPORTANCIA DA INTERNET PARA O CRESCIMENTO DO ENSINO A DISTANCIA.

A IMPORTANCIA DA INTERNET PARA O CRESCIMENTO DO ENSINO A DISTANCIA.

O ensino a distância é antigo. Lembro que na minha infância na minha casa nós ouvíamos muito um programa de uma rádio AM de São Paulo e um dos principais patrocinadores era uma escola que oferecia cursos a distância por correspondência. Isto lá no início dos anos 80. De lá pra cá houve avanços na educação e no ensino a distância, mas é a partir da internet que esse mercado ganha proporções. Por isso a importância da internet para o crescimento do ensino a distância é acentuada, principalmente se analisarmos os principais benefícios que a internet trouxe para a educação a distância. Vamos a eles:

Modelo interativo de ensino

A internet é interativa, a educação também deve ser. Com a internet tornou-se possível reproduzir praticamente tudo que ocorria em uma sala de aula presencial. Sob esse aspecto a importância da internet é maximizada e a torna uma ferramenta essencial para o crescimento do ensino a distância.

Dentro deste modelo interativo temos: vídeos-aula, provas online, simulados, reprodução de cenários por animações, fóruns entre alunos e/ou professores, etc.

Redução de custos para as escolas e para os alunos

Uma das grandes barreiras da educação no Brasil sempre foi o custo. O custo operacional das escolas era alto e com isso tornava-se inviável para muitos alunos.

Com a internet as escolas, especialmente as faculdades, conseguiram baixar e muito os custos, já que um único professor consegue dar aulas para milhares de alunos ao mesmo tempo e sem ocupar espaço físico da instituição, como salas, cadeiras, estacionamento, etc. Isto fez com que os custos fossem reduzidos e repassados para os alunos.

Mensalidades baixas atingiram as classes sociais mais baixas

Não se engane, a educação a distância ainda é coisa de classes sociais mais baixas, claro que há exceções! As classes A e B ainda continuarão frequentando a USP, PUC, UNESP, UNICAMP, etc. Para esses, creio que o cenário não tenha mudado muito.

A redução nos valores das mensalidades beneficiou as classes mais baixas que em muitas vezes não iria frequentar uma faculdade pelos altos custos até então.

Educação a distância no interior do pais

Importância da internet para o crescimento do ensino a distância também foi sentida no interior do pais, em localidades com escassa oferta de cursos, nestes locais a internet proporcionou novas oportunidades de estudos sem precisar de investimentos públicos no local.

A classe trabalhadora volta à escola

Outro ponto da importância da internet para o crescimento do ensino a distância é o fato dela trazer muitas pessoas que já estão no mercado de trabalho mais que não havia concluído o curso superior, por exemplo. Muitos por falta de tempo ou pela impossibilidade de conciliar trabalho, família e escola. Este exemplo se aplica muito bem à minha casa, onde eu e a minha esposa estamos cursando uma faculdade, muitos anos após termos parado de estudar.

PS: Na escola que ela estuda e na minha também é possível observar que "aparentemente" a grande maioria das pessoas está na mesma situação.

Conclusão

A internet tem um papel fundamental no crescimento do ensino a distância e na medida em que novos usuários aderem ao uso da internet sua importância vai sendo maximizada.

A IMPORTANCIA DA INTERNET NA ESCOLA.

A IMPORTANCIA DA INTERNET NA ESCOLA.


Segundo Beatriz Gomes Nadal(Formação de professores e escola na contemporaneidade, Editora Senac), a educação é milenar, a escola, secular. Se a educação vive momentos de mudanças, que dirá a escola. A internet é um dos fatores de mudanças na escola atual. Veremos abaixo alguns fatores da importância da internet na escola.

Ampliar o conhecimento dos alunos

A internet possibilita pesquisa e conhecimentos. Não há limite para a exploração do conhecimento na internet. Para se ter uma ideia, só a Wikipédia tem mais de 10 milhões de verbetes e artigos e esse número não para de crescer.

Maior aproximação da escola com a sociedade

Importância da internet na escola é também marcada por uma maior aproximação da escola com a sociedade. Com os diversos recursos da internet é possível criar uma escola onde os personagens não seja apenas alunos, professores e profissionais da educação, mas toda a sociedade pode ser incluída em uma vasta gama de interação.

Na internet, escola é uma rede social

Luli Hadfahrer, Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, afirmou que a escola é uma rede social onde as pessoas estão muitas vezes mais interessadas em relacionamentos. Com a internet isso torna mais evidente, já que as redes sociais tornaram parte da vida das pessoas. Não seria então a hora de tornar a escola uma verdadeira rede social do conhecimento?

Promover a pesquisa

A importância da internet na escola pode ser mais proveitosa se professores e educadores de uma forma geral estimularem seus alunos à pesquisa. A promoção da pesquisa é muito comum nas universidades, mas deveria ser padrão desde a infância. A internet ajuda nisso, pois cria ferramentas e conteúdos para tal.

Interdisciplinaridade

A internet é interdisciplinar, a escola, também. É de suma importância que os alunos percebam esses traços e consiga usar os diversos recursos interdisciplinares da internet na construção de um conhecimento que tanto na escola como na sociedade é cada vez mais interdisciplinar.

ALFABETIZAÇÃO: UMA ABORDAGEM REFLEXIVA A CERCA DO PROCESSO DA CONCEPÇÃO DA ESCRITA E DA LEITURA.


Preparando o cenário para a construção:

A alfabetização de uma maneira geral tem sido uma questão bastante discutida, principalmente pelos profissionais de educação, por se observar ainda uma grande dificuldade na aprendizagem da leitura e da escrita da criança. Atualmente esta questão vem recebendo atenção especial, principalmente se considerarmos a alfabetização não apenas como o aprendizado da leitura e da escrita, mas a importância de todo o seu contexto sócio-cultural, histórico e econômico, o qual está inserido o sujeito, tendo como base o contexto de letramento muito defendido por Magda Soares, Doutora em Educação, Licenciada em Letras, que da ênfase a discussão da importância de uma alfabetização voltada a um contexto, onde a leitura e a escrita tenham sentido com o real. É preciso defender assim como Palacios (2007), a importância da linguagem relacionada também as bases maturativas da criança e a estimulação da aquisição desta linguagem levando-se em consideração processos básicos essenciais para o seu desenvolvimento.

Torna-se essencial perceber que todas estas preocupações, não são recentes, vários teóricos discutiram e vem discutindo a importância de ver a criança não como uma tabula rasa, ou como um adulto em miniatura, mas como um ser em construção, sendo importante o entendimento da sua maturação emocional, intelectual, tão bem defendida também pelo filósofo norte-americano John Dewey (2006) que em publicação na revista Nova Escola, busca refletir seus métodos na constante reconstrução da experiência. Observando também o importante papel da escola no desenvolvimento contínuo do sujeito para a transformação, a formação de um sujeito critico e reflexivo da sua realidade. Todo este contexto deve estimular o conhecimento, a criança deve buscar constantemente o seu aprendizado orientado pelos seus estágios de desenvolvimento em que as crianças estão inseridas.

A alfabetização das crianças de 0 a 6 anos, deve levar em consideração as idéias que a criança já adquiriu sobre o processo da escrita e da leitura antes de ser inserida no ambiente escolar. Na sala de aula, atividades estimularão o processo de ensino-aprendizagem oportunizando avanço na concepção do sistema escrito e oral. Inicialmente a diferenciação dos traços do desenho, aos poucos vai se estabelecendo critérios quantitativos e qualitativos das letras e relacionada a formação das palavras, vão também se estabelecendo as relações entre a escrita e o som, imagens e palavras. Porém cabe aqui ressaltar que de uma maneira geral, todos estes conhecimentos, hoje possíveis, deve-se a Emilia Ferreiro e Ana Teberosky que possibilitaram na década de 70 a construção de uma didática da alfabetização, considerando a criança como um ser que constrói conhecimento.

Após a inserção da criança na escola, a alfabetização é sem dúvida o momento mais importante da formação escolar, e infelizmente o que ainda presenciamos, é um desconhecimento da realidade lingüística da criança pelos profissionais de educação, como também pelos livros didáticos, podendo aqui nos referir a doutora em Educação, Silvia Colello em entrevista ao guia prático de professores da educação infantil (2008), quando relata que não se aprende a ler e a escrever memorizando a relação de letras e sons ou de exercitar coordenação motora, é preciso proporcionar desafios associando-os aos seus propósitos, banir exercícios mecânicos de caligrafia e silabação fazendo com que professores e pais entendam o real sentido do que é “ensinar a ler e escrever” e como os alunos aprendem.

De uma maneira geral, alfabetização é definida para muitos como o aprendizado do alfabeto, o sujeito aprende (ou simplesmente memoriza) a gramática e suas variações, porém esta etapa consiste não só na construção das habilidades mecânicas, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar, produzindo novos conhecimentos e novas formas de compreender o uso da linguagem. A inserção deste sujeito no mundo real, formando um cidadão crítico e reflexivo esta intrinsecamente relacionada ao seu contexto social.

Ler e escrever são bases fundamentais da alfabetização. Mas cabe aqui desmistificar o que realmente é a leitura e a escrita. Categorias que nortearão inicialmente minha pesquisa. A leitura proporciona autonomia, consciência, muito além da junção de letras, da decifração de imagens. No intuito de desvendar as palavras, a leitura reflete nossas indagações, nossas interferências, nossas inquietudes, nossa própria transformação para que aconteça a modificação do contexto em que estamos inseridos. A leitura é o testemunho oral de nossas percepções e de nossas ações.

A escrita numa perspectiva social é um registro de informações que vão proporcionando a construção de nossos conhecimentos, é por meio dela que se articulam e se chocam os diferentes contextos. É por meio dela, que deixamos nossas marcas no tempo, que contribuímos com a evolução humana do conhecimento. Desde sua origem, a escrita desvenda mistérios, está atrelada ao poder, revela as enormes desigualdades, escandaliza o que é proibido. A invenção da imprensa traz consigo um marco histórico que também se relaciona a concepção da escrita, da ênfase a formação de um sujeito autônomo, espontâneo, que esteja embasado na transformação da sociedade em questão.

Neste intuito, escolhi como foco de minha pesquisa a Escola Municipal Marcionílio Rosa, que nasce de um sonho de transformação, inicialmente do bairro, muito marginalizado pela sociedade, depois da transformação da própria educação. Atualmente podemos observar que este sonho, idealizado pelo Sr° Marcionílio Rosa aos poucos vai se tornando realidade. Apesar das inúmeras dificuldades, a escola hoje é referência na região pela inclusão dos deficientes visuais na escola, na sociedade e pelo trabalho desenvolvido junto ao corpo docente, discente e também da comunidade. Toda a história, as dificuldades que são apresentadas pela escola, observando o poder da escrita e da leitura (do conhecimento), na transformação da sociedade, me remetem a questionar o desenvolvimento do complexo processo de aquisição da escrita e da leitura (se assim podemos ainda definir), a alfabetização, se fazendo necessário refletir acerca do meu problema de pesquisa. Entendendo principalmente como se aprende e não apenas como se ensina, pergunto: Como as crianças de 0 a 6 anos desenvolvem o processo de escrita e de leitura nos diferentes contextos sócio-culturais da Escola Municipal Marcionílio Rosa em Irecê?

Etapas para a construção:

Perceber a importância e a necessidade de se compreender a alfabetização de crianças de 0 a 6 anos na cidade de Irecê, relacionando aos aspectos sócio-culturais e históricos dos sujeitos que estão inseridos no contexto na Escola Municipal Marcionílio Rosa, buscando analisar contrastivamente teorias já discutidas por pesquisadores, a exemplo de Emilia Ferreiro, que a mais de 20 anos no Brasil, chama atenção especialmente dos professores para uma revolução conceitual da alfabetização.

Diante a tudo que foi apresentado até aqui sobre a alfabetização são muitas as questões que norteiam meu estudo que será alcançado com a ajuda de determinados objetivos específicos:

· Compreender a concepção de alfabetização que os professores da Escola municipal Marcionílio Rosa possuem.

· Identificar as principais dificuldades dos sujeitos que estão sendo alfabetizados.

· Descobrir como e se os professores da Escola Municipal Marcionílio Rosa utilizam o modelo teórico construtivista-interacionista proposto por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky no livro Psicogênese da Língua Escrita.

· Analisar as práticas e os incentivos desenvolvidos em sala de aula para a aquisição da escrita e da leitura com alunos da alfabetização.

· Compreender o processo de aquisição da escrita e da leitura, contrastando o cotidiano presenciado na turma de alfabetização da Escola Marcionílio Rosa, com as pesquisas já existentes nesta área, identificando suas diversidades no contexto sócio-cultural da alfabetização.

Alicerce da construção

Muitas são as visões a cerca da alfabetização, seja ela de crianças ou de jovens e adultos, muitos são os pesquisadores que discutem a necessidade de se entender a alfabetização não apenas como aprender a ler e escrever, mas buscar a interação também com o contexto social vivenciado pelo aluno. Aqui vamos focar na alfabetização da criança de 0 a 6 anos, tendo como base, pesquisadores a exemplo de Emilia Ferreiro, Ana Teberosky, Magda Soares como as principais referencias. Mas será de extrema importância à relação destes com outros pesquisadores que também discutem a alfabetização, para o aprimoramento de minha pesquisa.

Antes de serem inseridas no processo escolar as crianças já possuem importantes conceitos sobre a escrita e a leitura, a exemplo de como pegar no lápis, que a escrita começa da esquerda para direita, “finge” que lê ao ver as imagens, entre tantas outras situações. Todas estas situações aguça a curiosidade e a vontade de entender os mecanismos já utilizados pelos adultos, sendo evidente nos primeiros anos da formação alfabética quando a criança para em todos os lugares para identificar os sinais gráficos, tudo é muito novo, fascinante.

Uma das grandes pesquisadoras que discute os processos da língua escrita é a psicóloga e a psicolínguista Argentina Emilia Ferreiro que concentra suas pesquisas em mecanismos cognitivos relacionados a leitura e a escrita comprovando o importante papel que a criança tem na construção do seu próprio conhecimento. Assim, diferente do que ouvimos dizer Emilia Ferreiro não desenvolveu um método, mas observou como se realiza a construção da linguagem escrita, percebendo que a criança reinventa a escrita.

Outros pesquisadores também concentraram seus estudos na realidade educacional da alfabetização, a exemplo de Ana Teberosky que também desenvolve pesquisas na área da linguagem, Telma Weisz (2001), uma das idealizadoras do Programa de Formação de Professores (PROFA), relata especialmente a necessidade da conscientização da tarefa de alfabetizar que não é responsabilidade apenas das séries iniciais; Cagliari, explora a alfabetização através da fonética, Magda Soares defensora da alfabetização letrada. Todos estes autores como também outros pesquisadores possuem significativas contribuições para um melhor entendimento da alfabetização. Porém para que realmente se entenda a alfabetização é preciso contextualizá-la inicialmente parafraseando Magda Soares(2004), quando relata a importância de uma alfabetização contextualizada que determina que a alfabetização que deve ser focada sob dois aspectos: aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita, porém dar-lhe um significado negaria seu real sentido, afinal, alfabetização ultrapassa apenas o ler e o escrever.

Várias são as perspectivas que norteiam o processo da alfabetização segundo Cagliari (1997), a exemplo da abordagem psicológica que se direciona as condições prévias para a aprendizagem da leitura e da escrita; da psicolingüística que caracteriza a maturidade lingüística da criança; a sociolingüística que focaliza a alfabetização como processo vinculador aos usos sociais da língua destacando as diferenças dialetais, e, por outro lado a lingüística que concebe a alfabetização como um processo de transferência da forma sonora para a forma gráfica da escrita. Assim a criança terá não somente que compreender, mas entender os elementos da linguagem oral e escrita, apropriando-se desta nova aprendizagem.

Neste processo é de fundamental importância e interação da criança com o meio. O processo de alfabetização perpassa por vários fatores, desde o seu desenvolvimento emocional, social da natureza lingüística que está inserido, da relação escola e sociedade, pois o trabalho de alfabetização não se restringe apenas a sala de aula. Assim, faz-se importante também o conhecimento dos estágios de desenvolvimento da percepção da linguagem escrita que são desmistificados no livro Psicogênese da Língua Escrita de Ana Teberosky e Emília Ferreiro, que se dividem em períodos denominados pré-silábico, onde a criança registra garatujas e desenho, símbolos ou letras que se misturam a números, nesta fase também começam a diferenciá-los. Na fase seguinte, a silábica, a criança tem a noção de que cada sílaba corresponde a uma letra. No nível silábico-alfabético a criança precisa negar o nível anterior, o valor sonoro impõe-se forçosamente. No nível alfabético a criança reconstrói o sistema lingüístico e compreende a sua organização. Ao ir desenvolvendo suas percepções, as crianças mesmo ainda não estando inserida no quotidiano escolar, vão imitando letras, diferenciando letras, números e desenhos, fingem que lê estórias que já conhecem ou criam a sua própria estória, porém já conhecem o que se lê e o que não se lê, deste modo, vão aos poucos desenvolvendo o verdadeiro sentido da leitura e da escrita em seu mundo.

 
BASES PARA A CONSTRUÇÃO

O estudo será realizado através da pesquisa qualitativa, que busca a compreensão detalhado dos significados e características situacionais apresentadas pelo objeto de pesquisa em questão, através de uma análise contrastiva entre as teorias já discutidas e as observações realizadas na Escola Municipal Marcionílio Rosa, na tentativa de compreender a concepção da escrita e da leitura nas relações de ensino-aprendizagem nos diferentes contextos histórico-sociais.

Nesta perspectiva a pesquisa qualitativa possuem objetos ilimitados, significados restritos, mas que apresentam grande valor na avaliação dos dados educacionais, até mesmo porque incorporam aspectos ideológicos para análise de uma abordagem crítica evitando generalizações impróprias que segundo, Bernadete Gatti em artigo publicado pela revista Dialogo Educacional(2006), trata a pesquisa como questionadora da ciência responsável pela revolução de paradigmas que repercutem na elaboração de novos conhecimentos, ao mesmo tempo, a saída das informações subsidiadas pelo senso comum revelando a necessidade de se definir uma abordagem, um método, um caminho a ser percorrido. Também, muito bem definido por Edgar Morim (2003) em seu livro Educar na era planetária, que reflete a importância de um pensamento global, da construção de um sujeito pensante e estrategista capaz de provocar uma transformação na acepção do conhecimento gerado principalmente pelas práticas de participação que as interações possibilitam, e pelos constantes e crescentes questionamentos que a viagem da pesquisa proporciona. Porém, para que se consiga atingir o objetivo geral, será necessário orientar os passos a serem seguidos tendo como apoio os objetivos específicos.

· O campo de Pesquisa: Escola Municipal Marcionílio Rosa, localizada no bairro Boa Vista, na cidade de Irecê-BA.

· Turma a ser observada: Alfabetização com foco na concepção da escrita e da leitura.

Segundo Roberto Sidnei (2006) a observação de campo é mais que uma etapa preparatória constitui na realidade, parafraseando Junker (1960) é parte introdutória da ciência social. O dinamismo da realidade estabelece o pensamento critico independente. No caso de pesquisas qualitativas, as observações de campo, segundo Roberto Sidnei (2006), realizam uma verdadeira “garimpagem” de ações, realizações e sentidos.

O estudo de caso, da pesquisa em questão buscará compreender o objeto estudado como único, constituindo a produção de uma teoria respeitando as relações com os sujeitos. Buscando a compreensão do objeto de pesquisa em questão, oriento-me através dos objetivos específicos seguintes:

· Compreender a concepção da alfabetização que os professores da Escola Municipal Marcionílio Rosa possuem.

- Pesquisa bibliográfica sobre as definições e olhares a cerca da alfabetização;

- observações semanais das relações ensino-aprendizagem, aluno-professor;

- entre-vistas (professores, direção, coordenação e alunos);

- análise de documentos (planos de aulas, atividades desenvolvidas e proposta);

- relacionar fatores já observados à história social da escola, dos alunos e professores.

· Identificar as principais dificuldades dos sujeitos que estão sendo alfabetizados.

- Pesquisa bibliográfica das dificuldades enfrentadas pelas crianças em relação ao ensino-aprendizagem e os aspectos históricos-sociais.

- entrevistas com o professor e alunos

- observação de atividades dos alunos, contrastando as dificuldades relatadas e as apresentadas.

- Pesquisa bibliográfica e acadêmica para “possível” intervenção auxiliando o professor para resolução de algumas dificuldades.

· Descobrir como e se os professores da Escola Municipal Marcionílio Rosa utiliza o modelo teórico construtivista-interacionista proposto por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky no livro Psicogênese da Língua escrita ( 1999).

- Pesquisa bibliográfica sobre o tema abordado.

- Observações na dinâmica-social da sala de aula.

- Conversa, entre-vistas e entrevistas com o professor e alunos.

· Identificar se os processos da leitura e da escrita ocorrem independentes de seu contexto social.

- Análise das atividades desenvolvidas em sala de aula

- contrastar observações com pesquisas já desenvolvidas

- observar os detalhes da escrita e da leitura desenvolvida pela turma. Se “possível” desenvolvimento de algumas atividades especifica, a exemplo da escrita de um diário da história de vida.

- análise do contexto social da escola em questão.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. 10 ed. Editora Scipione. São Paulo, SP, 1997.

ESPECIAL GUIA PRÁTICO PARA PROFESSORES – ALFABETIZAÇÃO. Cotia, SP: Editora Lua, n° 12. 2008.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
MACEDO, Roberto Sidnei. Etnopesquisa Critica, etnopesquisa-formação. Brasília. Ed. Líber Livro, 2006.

MORIN, Edgar. Educar na era planetária. O pensamento Complexo como método de aprendizagem pelo e pela incerteza humana. Trad. bras. São Paulo. Ed. Cortez.2003.

REVISTA DIALOGO EDUCACIONAL, Curitiba: Universidade Católica do Paraná, vol 6, n. 19. set/dez. 2006. p. 25 a 35.

SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e Interdisciplinaridade – O currículo Integrado. 1 ed. Artes Médicas. Porto Alegre, 1998.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.

PALACIOS, Jesus. Educação Infantil – Resposta educativa à diversidade. 1 ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

Disponível em: http://www.centrorefeducacional.com.br/contribu.html. Acesso em 31 de março de 2008.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0190/aberto/mt_120479.shtml. Acesso em 31 de março de 2008.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/pdf/Esp_004/john_dewey.pdf Acesso em 26 de abril de 2008.

Disponível em:



sites interessantes


. www.ibge.gov.br/paisesat (Estatísticas de 192 paises).

. http://www.akatu.com.br/ (Pelo consumo consciente).

. http://www.cerebronosso.bio.br/ (para compreender melhor o nosso cérebro).



. http://www.conteudoescola.com.br/ (temas educacionais em geral).

. http://www.cuidardoser.com.br/ (temas sobre o cuidado).

. http://www.apoema.com.br/ (Educação ambiental).

. http://www.biomania.com.br/ (Temas variados de biologia).

. http://www.drashirleydecampos.com.br/ (temas sobre saúde e medicina: muiiito interessante!).

. http://www.drauziovarella.com.br/ (muitas informações interessantes sobre saúde).

. http://www.ecoar.org.br/ (Educação ambiental, cidadania ativa).

. http://www.ecojoven.com/ (Ecologia para o jovem).

. http://www.escola2000.org.br/ (temas educacionais em geral).

. http://www.greenpeace.org.br/ (Educação Ambiental).

. http://www.planetanatural.com.br/ (Medicina alternativa em geral).

. http://www.klickeducacao.com.br/ (temas educacionais em geral)

. http://www.rebea.org.br/ (Rede Brasileira de Educação Ambiental).

. http://www.reflexao.com.br/ (vários textos, frases, etc).

. http://www.sabermulher.com.br/ (temas atuais e variados de interesse da mulher, inclusive das adolescentes).

. http://www.wwf.org.br/ (Educação Ambiental, biodiversidade).

. http://www.pierreweil.pro.br/ (textos, leituras e projetos sobre PAZ).

. http://www.clicfilhos.com.br/ (Ajudar na formação dos filhos para eles, no futuro, possam participar ativamente da construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

. http://www.saude.com.br/ (Temas gerais da área da saúde).

 http://www.saudevidaonline.com.br/ (Revista voltada para a saúde e o bem estar. Ajuda a prevenir algumas doenças, tirar dúvidas e ter uma vida mais saudável).

. http://www.familia-relacionamento.com.br/ (Possibilita a reflexão, estudo e troca de experiências enriquecedoras em relação à família e ao ser humano em geral).

. http://www.saudetotal.com/ (Temas gerais sobre saúde).

. http://www.clickfamilia.org.br/ (Promove o apoio às famílias e aos seus valores com diversos artigos e dicas, visando harmonizar as relações familiares).

. http://www.saudeemmovimento.com.br/ (O maior portal de saúde da América Latina).

. http://www.abcdasaude.com.br/ (Informação, divulgação e educação sobre temas de saúde, com mais de 600 artigos escritos por especialistas).

. http://www.psicopedagogia.com.br/ (Centro de informações e pesquisas para as áreas de educação e saúde mental).

. http://www.planetaeducacao.com.br/ (Dicas de português e inglês, vestibular, ecologia, comportamento e simulados on-line. Notícias, colunas, etc).



EDUCAR (lll)

SABOROSA E AMARGA ARTE DE MUDAR

É indiscutível e, quem sabe, até mesmo desnecessário, afirmar que estamos vivendo num mundo em contínua e hiperacelerada transfor­mação. Sobreviverão, daqui para frente, não os mais fortes e poderosos, mas aqueles que aprenderem e assimilarem a saborosa e, por que não, amarga arte de MUDAR.

Especialistas em megatendências afirmam que o conhecimento parece que já está vindo com data marcada para "caducar" e que 80% das tecnologias usadas por nós nos dias atuais, estarão, inevitavelmente, obsoletas nos próximos 10 anos.

Em tal contexto, estamos convencidos, em primeiro lugar de que não podemos abri mão, absolutamente, de possibilitar a eficiência e a eficácia da qualidade do processo ensino-aprendizagem dos conteúdos cur­riculares, imprescindíveis para que os nossos estudantes participem, com segurança, competência e sucesso das avaliações nacionais de ensino, dos “benditos?” concursos vestibulares dos mais diferentes e discutíveis níveis de concorrência, assim como dos processos avaliativos que os habilitarão, para assumirem, num futuro bem próximo, as mais diferentes profissões em nossa sociedade.

Contudo, em segundo lugar, toma-se também imprescindível, que nossas instituições educacionais possibilitem e comprometam-se com um processo educacional que, de fato, promova a formação de seres humanos inquietos e íntegros, pessoas que atuem positivamente em favor da construção efetiva de uma sociedade onde todos e todas possam viver plenamente a, dignidade humana, para a qual foram chamadas.

Utopia? Sim, utopia! Afinal, o que poderia dar mais sentido à nossa desafiadora, dolorosa e sublime missão de educar, senão a certeza de que há algo mais (um horizonte ou uma estrela cadente!), para ilumi­nar e alimentar nosso "que fazer" cotidiano?

Nossa instituição escolheu, nos últimos anos, o seguinte temário para ser contemplado e vivenciado entre os estudantes e seus professores e familiares, em todas as atividades curriculares e nos vários projetos inter e multidisciplinares: aprendendo a CUIDAR, por um lado, de si, do outro, do mundo e do sentido de viver e, por outro, apren­dendo a CUIDAR DA PAZ consigo, com os outros, com o mundo e com a Vida.

O tema é extremamente atual, desafiador e exige coragem para assumí-lo no Cotidiano das escolas. Afinal, percebemos que, apesar do mais alto nível de desenvolvimento tecnológico a que chegamos, nós, seres humanos, ainda não alcançamos os patamares básicos da con­vivência humana, cidadã, ética e ecológica. Daí, o crescente e vertigi­noso índice de violência ao qual somos, cotidianamente, submetidos. Contudo, hoje, mais do que nunca, precisamos assumir que EDUCAR é, sobretudo, OUSAR, corajosamente, em busca de novos paradigmas que norteiem nossa práxis educativa. Afinal, haverá sempre uma nova luz para tocar e iluminar a todos e todas. Basta, num gesto de fé, deixar-se guiar por tal LUZ e desarmar­-se! Assim, a luz tocará todo o nosso ser através de meigos olhares, de palavras simples, de gestos nobres e, até mesmo, da maestria dos ensinamentos do silêncio!

EDUCAR (II)

Confesso que no silêncio de minhas caminhadas e corridas pelas ruas, avenidas e praças de São Paulo,  minha cidade natal, um dos temas mais recorrentes em minhas reflexões é o do significado do que é, na essência, educação. Há cerca de 1 ano (parece que tudo começou ontem mesmo!), envolvida com a educação de crianças, especialmente de minhas sobrinhas, ja que ainda não exerço a profissão de professora, adolescentes e jovens, sinto-me, cotidianamente, uma iniciante, melhor, uma eterna aprendiz nessa sublime e desafiadora arte de educar.

Estou convencida que educar é possibilitar a inspiração de um espírito livre e ético, capaz de vivenciar saudavelmente a vida como dom maior. Mais que ensinar conceitos, fórmulas ou memorizar datas e histórias para responder às questões dos diversos concursos vestibulares, públicos ou privados, educar é possibilitar aos alunos a construção de uma auto-estima positiva, de um caráter forte e de uma mente aberta para a criatividade e novas possibilidades. É promover o desenvolvimento de suas potencialidades em busca da auto-realização e da sua felicidade. Afinal, para tal fomos criados, ou seja, para que vivamos plenamente a nossa vida, promovendo relações saudáveis com os nossos semelhantes e com o nosso ambiente, casa de todos nós, atualmente cada vez mais sofrido e sacrificado por conta da ignorância e da insensatez humana.

Acredito que educar é possibilitar o crescimento e o desenvolvimento da pessoa de nosso aluno (sujeito único, irrepetível, insubstituível e livre) tendo em vista sua atuação no mundo como alguém responsável pela construção de relações humanas pautadas pelo respeito à dignidade humana em todas as suas dimensões e aspectos.

Educar é criar condições adequadas para a aprendizagem da utilização da intuição e da empatia para interpretar e compreender o outro e a realidade, buscando significados além da razão lógica.

Educar é muito mais do que minhas palavras conseguem, neste momento, expressar. Quem sabe, outras idéias surgirão no Educar III.
EDUCAR

Educar é, mais do que nunca, uma sublime missão que carrega em si algo de místico porque ultrapassa os limites da pura razão, da capacidade de compreensão humana.

É uma “arte” que desafia cotidianamente, obrigando-nos a assumir que somos eternos APRENDIZES, que começamos tudo de novo, todos os dias, em cada novo amanhecer.

Educar é criar as condições necessárias e propícias para que os alunos descubram seu centro e sua maneira própria de caminhar, desenvolvendo todo o seu potencial para buscar a sua realização pessoal, sua felicidade, contribuindo para que o mundo fique melhor e mais bonito com a sua presença.

Educar vai além, infinitamente, da mera transmissão de conhecimentos conteudistas e enfadonhos. Se fosse somente isso, educar não seria tão complexo.

Trata-se de buscar a essência do encontro entre as pessoas envolvidas no processo educacional. O resultado desse encontro será o DESEJO dos alunos de trilharem caminhos que apontem para o Bem, o Belo, o Justo, o Ético, o Estético, o Espiritual, o Respeito, o Nobre, o Desafio, o Potencial. Caminhos que possibilitem novos encontros e novas relações para promoverem a Autonomia, a Vitória, a Esperança, a Fraternidade, a Solidariedade, a Harmonia, o Equilíbrio, o Bom senso, a Atitude e a Paz...

Educar é ajudar os alunos a prepararem-se para a vida e não somente para uma “prova” ao final do mês, vivendo desafiadora e intensamente todos os momentos de encontros e reencontros, conscientes dos seus limites e de suas potencialidades pessoais.

Educar é desejo, sonho, medo, utopia e plenitude. É amar, sobretudo, de um jeito único, saudável e profético que vivencia e denuncia tudo aquilo que não traz consigo o perfume suave e delicado do AMOR.

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS
Por Airton Luiz Mendonça (Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo..

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:

Nosso cérebro é extremamente otimizado.

Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.

Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?

Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.

Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.

E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.

Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?

Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

V I V A !!!

Se mesmo assim a tristeza perdura!

O nó da garganta apertar!

Seu coração palpitar!

Seu humor alterar!

E sua paciência esgotar!

E seu desejo de existir se esvair!

Busque ajuda com um profissional do comportamento, ele não terá as resposta mas saberá ajudá-lo a encontrar as perguntas certas para seu próprio entendimento e ai sim descobrirá a magia de Viver um dia de cada vez, sem pressa dele terminar.

Não faça de sua vida um rosário de dores, promova sua auto estima e descubra seu próprio universo de possibilidades!!!

Boa sorte!

Ser feliz

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver

apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



(Fernando Pessoa)