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29 de ago de 2010

Função da Gramática Normativa e Importância do Ensino da Gramática

Função da Gramática Normativa e Importância do Ensino da Gramática

A gramática normativa tem a função de estabelecer regras para o uso da língua, sendo, então, a mais usada em salas de aula como forma de padronizar a utilização da língua materna, embora alguns lingüistas destaquem certos problemas relativos à aplicação somente da norma padrão, já que muitas pessoas acham o português e sua totalidade de regras muito difíceis. Isso os tornam incapazes de produzir textos próprios e de compreender os mais variados textos de maneira eficaz. Por este motivo, alguns métodos de ensino vêm sendo modificados e, ao invés de textos literários e da gramática normativa, já é possível estudar textos retirados de fontes expressivas ligadas ao cotidiano (jornais, revistas e internet) e analisá-los da maneira como a língua nos é apresentada atualmente.

A importância do estudo da gramática normativa está, então, inserida em um conjunto de regras que vai nos fornecer o que é certo e errado na hora de elaborar textos e em toda a forma escrita. Além disso, é comum vermos que muitos gramáticos buscam embasar a língua falada de acordo com o estabelecido pela norma padrão. Mas é importante percebermos os outros tipos de gramática e o estudo da linguagem como um todo, para que possamos não só entender todos os tipos de texto existentes, bem como produzi-los, levando em consideração que uma mesma língua apresenta diversas formas e variedades regionais que devem respeitar as necessidades do falante e considerar que o indivíduo que não sabe a língua padrão, mas consegue se expressar, já é considerado falante da língua materna.

Ora, se a função da escola é o ensino da língua padrão, não é com teoria gramatical que ela concretizará seu objetivo. Esses contrastes levam o estudante ao desinteresse pelo estudo da língua, pois quando pensa haver entendido conteúdo trabalhado em sala de aula, amargura-se ao se deparar com determinadas construções, pois não consegue entender o enunciado, daí resultam as frustrações, reprovações, recriminações que começam pela própria escola e o preconceito lingüístico de que não sabe português.

A Norma é a língua do Estado, é a variedade que o Estado e as suas instituições consideram correta. A Escola e os Média (no Brasil mídia) são as principais instituições que impõem o correto linguístico. A gramática normativa propriamente dita, a meu ver, não tem interesse nenhum. Segundo Bechara, o entrave da vigência de duas ortografias oficiais, a do Brasil e de Portugal, será eliminado, facilitando assim a difusão internacional do idioma.

"O relógio da história está marcando as horas da ortografia portuguesa e as nações lusófonas não podem perder essa oportunidade histórica de fazer que a língua portuguesa ingresse no clube daquelas línguas de cultura que têm uma só ortografia".

Para ele, ingressar no "clube" das línguas com uma só grafia é atingir não apenas a sua maturidade linguística como também política que expressa a capacidade de chegar a um denominador comum de escrita.

"Ele apenas trabalhou em dois campos fundamentais: a acentuação tônica e o emprego do hífen que foi sempre uma infernização tanto em Portugal como no Brasil para o seu correto emprego", referiu.

Ele explica que no acordo há regras pontuais que contrariam regras gerais do próprio acordo que, por sua vez, já estavam assentadas na tradição ortográfica dos dois países.

Bechara cita o "problema sério" que o texto do acordo gerou: o emprego inusitado da palavra "etc". "Nós usamos etc para diminuir uma lista de fatos análogos, mas o acordo criou o etc para as exceções".

"A entrada de Portugal indica que o país acerta o passo definitivamente com o acordo que foi estabelecido pelas Academias e com o aval dos cinco países independentes africanos que sempre marcharam com os hábitos linguísticos portugueses".

Este processo, que em seis anos poderá ter sido concluído, fará com que "nós [o Brasil] nos aproximemos mais de Portugal do que de nós mesmos", referiu. "O grande presente que Portugal poderia ter dado ao mundo foi o Brasil, hoje detentor e responsável pelo destino da língua portuguesa".

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