BEM VINDO




29 de nov de 2016

FACULDADE SUMARÉ




CLAUDIA FERNANDA DE MELLO
TURMA B1-NM


Pedagogia Hospitalar















São Paulo
2013


CLAUDIA FERNANDA DE MELLO

TURMA B1-NM





Pedagogia Hospitalar





Trabalho final apresentado como relatório final para a obtenção de nota do curso de Pedagogia, na disciplina PPI- Prática Profissional Interdisciplinar, realizado pela Faculdade Sumaré, sobre a orientação da Professora Lilianne Magalhães.












São Paulo
2013
SUMÁRIO


 INTRODUÇÃO
4
1. ARTIGOS PESQUISADOS
5
    1.1 Capes
5
    1.2 Scielo
5
2. FICHAMENTO
6
    2.1 Ficha 1
6
    2.2 Ficha 2
10
3. RESUMO COLETIVO
15
4. RESENHAS
18
     4.1 Resenha do filme "Como Estrelas na Terra, toda criança é especial"
18
    4.2 Resenha e comentários do livro:. Comunicação tem remédio– A comunicação nas relações interpessoais em saúde.
19
5. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
21



























INTRODUÇÃO

            Este trabalho inicialmente foi desenvolvido em um grupo de 5 (cinco) pessoas,  com objetivo de mostrar  à disciplina PPI- Prática Profissional Interdisciplinar o fichamento  e resumo de obras que falam sobre o tema pedagogia hospitalar.
O tema pesquisado foi Pedagogia Hospitalar que vem sendo absorvida pelos educadores como uma nova visão de ensinar, dando uma chance a mais aquelas crianças afastadas de suas rotinas escolares em busca de saúde, essa pedagogia é uma modalidade de ensino da Educação que visa a ação integrada do educador no ambiente hospitalar, onde possibilita a criança hospitalizada uma oportunidade de estudar e de atendimento escolar diferenciado e especializado. Com isso, cabe a classe hospitalar buscar alternativas e métodos qualificados que possibilitem aos pacientes usufruírem de abordagens educativas por um determinado espaço de tempo.























1. ARTIGOS PESQUISADOS

            1.1 Capes      
A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Autora Rejane de S. Fontes.
           
            1.2 Scielo
Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem. Autora Patrícia Lupion Torres.
























2. FICHAMENTOS
          2.1         Ficha 1

Assunto: Pedagogia Hospitalar

Referência Bibliográfica: FONTES, Rejane de S. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, p.119-138, 2005.

Texto da Ficha:

p. 119: “A identidade de ser criança é, muitas vezes, diluída numa situação de internação, em que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor”.

p. 120: “altos índices de evasão e atraso escolar das crianças e adolescentes que permaneciam hospitalizados durante um determinado período de suas vidas”.

p. 120: “Esses objetivos buscavam não só compreender a contribuição da educação, ao operar com processos de conhecimento afetivos e cognitivos no resgate da saúde da criança hospitalizada, como também definir o espaço de atuação do professor, muitas vezes confundido com o do psicólogo, na estrutura hospitalar”.

p. 121: “defende a presença de professores em hospitais para a escolarização das crianças e jovens internados segundo os moldes da escola regular, contribuindo para a diminuição do fracasso escolar e dos elevados índices de evasão e repetência que acometem freqüentemente essa clientela em nosso país”.

p. 121: “construção de uma prática pedagógica com características próprias do contexto, tempos e espaços hospitalares e não simplesmente transplantada da escola para o hospital [...] o conhecimento pode contribuir para o bem-estar físico, psíquico e emocional da criança enferma, mas não necessariamente o conhecimento curricular ensinado no espaço escolar”.

p. 122: “forma lúdica, a hospitalização como um campo de conhecimento a ser explorado. Ao conhecer e desmitificar o ambiente hospitalar, res-significando suas práticas e rotinas como uma das propostas de atendimento pedagógico em hospital, o medo da criança, que paralisa as ações e cria resistência, tende a desaparecer, surgindo, em seu lugar, a intimidade”.

p. 123: “os conteúdos poderão ser elaborados pelo próprio professor, de acordo com o nível de conhecimento e aprendizagem identificado na criança hospitalizada”.

p. 123: “não existe um curso, reconhecido pelo MEC, voltado para esse tipo de profissionalização [...] Precisamos garantir maiores e melhores condições de acompanhamento pedagógico-educacional à clientela infanto-juvenil internada, o que certamente virá com a formação específica de profissionais nessa área de conhecimento”.

p. 123: “O ofício do professor no hospital apresenta diversas interfaces (política, pedagógica, psicológica, social, ideológica), mas nenhuma delas é tão constante quanto a da disponibilidade de estar com o outro e para o outro”.

p. 124: “ao trazer a marca da construção do conhecimento sobre aquele espaço, aquela rotina, as informações médicas ou aquela doença, de forma lúdica e, ao mesmo tempo, didática [...] não é uma escuta sem eco. É uma escuta da qual brota o diálogo, que é a base de toda a educação”.

p. 126: “a aprendizagem está pautada na interação do indivíduo com o meio no qual está inserido”.

p. 126: “Quando privadas da interação com seu grupo social, crianças portadoras, ainda que momentaneamente, de necessidades especiais (como é o caso das crianças hospitalizadas) são impedidas de ter acesso à construção de conhecimentos e de constituir sua própria subjetividade”.

p. 129: “diário de campo. Por meio desse procedimento, que consiste no registro escrito das ações vivenciadas e intenções captadas no cotidiano do espaço investigativo, o pesquisador possui um arquivo quase fidedigno de informações que o auxiliarão na análise dos acontecimentos que atravessam o trabalho de pesquisa em campo”.

p. 133: “O papel da escuta pedagógica aparece como a oportunidade de a criança se expressar verbalmente, e também como a possibilidade da troca de informações, dentro de um diálogo pedagógico contínuo e afetuoso”.

p. 133: “A escuta pedagógica parece ser o caminho a ser trilhado, pois marca o diálogo não somente como a forma da criança expressar seus sentimentos, mas também organizar suas idéias a partir da linguagem”.

p. 133. “alerta-nos que o desenvolvimento da inteligência não se dá isoladamente no interior de organismos individuais, mas está vinculado ao desenvolvimento global do ser humano – social, biológico e afetivo, em todas as etapas de sua vida”.

p. 134. “quando o paciente em questão é uma criança e quando a causa de internação, além de ser
alguma debilidade física, traz a marca da discriminação socioeconômica de nossa sociedade e, por essa razão, acaba tornando-se crônica, prejudicando uma das etapas mais importantes da vida: a infância”.

p. 134. “A criança hospitalizada não deixa de ser criança por se tornar paciente. Ela caracteriza-se por intensa atividade emocional, movimento e curiosidade. A educação no hospital precisa garantir a essa criança o direito a uma infância saudável, ainda que associada à doença”.

p. 134. “O trabalho pedagógico em hospital não possui uma única forma de acontecer. O professor tem de se reconhecer como pesquisador do seu fazer, buscando novas respostas para eternas novas perguntas”.

p. 135. “não há forma de se dirigir à inteligência da criança, sem se dirigir à criança no seu todo”. Essa é a proposta da pedagogia hospitalar quando trabalha o sujeito por inteiro e historicamente
situado”.

p. 135. “o professor trabalha com a emoção e a linguagem, buscando resgatar, através da escuta pedagógica e dialógica, a autoestima da criança hospitalizada, muitas vezes suprimida pela enfermidade e pelo sentimento de impotência que pode estar sendo alimentado pela família e pela equipe de saúde”.

p. 135. “Como professores, também temos de saber lidar com nossas emoções para lidar com as emoções do outro. Temos de respeitar a tristeza e o silêncio da criança hospitalizada. Daí a concepção e a prática de uma escuta pedagógica e de uma educação da emoção, ampliando o conceito de educação atualmente difundido”.

p. 136. “Como referência à escola, o professor pode tornar-se a ponte, através da realização de atividades pedagógicas e recreativas, com um mundo saudável (a escola) que é levado, pelas próprias crianças, para o interior do hospital como continuidade dos laços de aprendizagem e de vida”.

p. 136. “Enxergar e acreditar na criança enferma, assim como em qualquer criança, é um primeiro passo para compreendê-la, respeitá-la e auxiliá-la em seu processo de desenvolvimento, porque “a criança não sabe senão viver sua infância". Conhecê-la pertence ao adulto”.

Comentários sobre a obra:

Este artigo refere-se a uma pesquisa realizada em uma enfermaria hospitalar pediátrica.

Num primeiro momento a autora nos mostra como a criança hospitalizada sofre com o atraso escolar e a falta de ser criança. Ela busca compreender a contribuição que o professor pode dar à saúde da criança. O pedagogo precisa montar um método de ensino para aplicar dentro do hospital, de uma forma lúdica eles conseguem aos poucos tirar o medo e a resistência que têm estas crianças.

Num segundo momento ela diz que este processo de ensino precisa ser compartilhado entre o pedagogo e a criança, precisa de diálogo e escuta, pois assim, fica mais fácil traçar este caminho. Através da escuta pedagógica a criança se expressa verbalmente e consegue organizar suas idéias.

Num terceiro momento a autora conclui que o pedagogo hospitalar precisa ser um pesquisador do seu fazer, procurando sempre novas respostas para as perguntas que serão eternas neste campo da pedagogia.  A criança precisa ser trabalhada como um todo, esta precisa saber do seu estado de saúde e o ambiente hospitalar, pois isto pode ser positivo em relação à emoção e contribuindo assim para o seu bem-estar físico e psicológico.

A escuta pedagógica é uma educação de emoção, o pedagogo precisa compreendê-la, respeitá-la e auxiliá-la em seu desenvolvimento.



         
 2.2      Ficha 2


Assunto: Pedagogia Hospitalar

Referência Bibliográfica: TORRES, Patrícia Lupion Torres. Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids. Cad. CEDES,  Campinas, v. 27, n.73, set/ dez, 2007.

Texto da Ficha:

p.336:  “A possibilidade de integração e interação da criança hospitalizada com colegas, professores, familiares e outros profissionais envolvidos em seu atendimento e acompanhamento pode modificar a experiência de hospitalização, amenizando os efeitos negativos que o ambiente hospitalar muitas vezes provoca nos jovens pacientes”.

p.336: “ A inserção em ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) pode ser uma das possibilidades de resposta para a interação das crianças hospitalizadas, já que tal ferramenta permite a promoção da interação entre os diversos atores envolvidos no processo de escolarização de crianças e adolescentes hospitalizados”.

p.337: “apresenta o ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids e uma proposta metodológica de aprendizagem colaborativa para crianças hospitalizadas”.

p.338: “é de fundamental importância que a universidade transforme rapidamente os novos conhecimentos que a ciência e a tecnologia produzem em soluções para a escolarização daqueles pacientes”.

p.338: “ nasce, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o Eurek@Kids, ambiente virtual de aprendizagem, como fruto de um trabalho de pesquisa de professores e alunos do Programa de Pós Graduação em Educação que a referida instituição oferece à comunidade em geral”.


p.339: “O ambiente virtual Eurek@Kids permite a interação e a exploração de diversas possibilidades de aprendizagem decorrentes de formas diferenciadas de comunicação: a de um para um, a de um para muitos e a de muitos para muitos”.

p.339: “A aprendizagem colaborativa pode ser definida como uma metodologia de aprendizagem, na qual, por meio do trabalho em grupo e pela troca entre os pares, as pessoas envolvidas no processo aprendem juntas”.

p.440: “A colaboração designa atividades de grupo que pretendem um objetivo em comum, implicando a regularidade da troca, o trabalho em conjunto, a constância da coordenação”.

p.441: “pode-se afirmar que na metodologia colaborativa: a aprendizagem é um processo ativo que se dá pela construção colaborativa entre os pares; os papéis do grupo são definidos pelo próprio grupo; a autoridade é compartilhada; o professor é um facilitador, um parceiro da comunidade de aprendizagem; ocorre a centralização da responsabilidade da aprendizagem no aluno, existe a co-responsabilidade pelo processo de aprendizagem do colega”.

p.442: “Embora sejam muitas as instituições que desenvolvem programas educacionais por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, bem como utilizam recursos tecnológicos para “entregar” a informação ao discente, poucas inovam na criação de abordagens educacionais que promovam a produção de conhecimento e menos ainda inovam, trabalhando com tal ferramenta em ambiente hospitalar”.

p.443: “o processo educativo em ambiente escolar poderia ser aperfeiçoado graças a um ambiente pedagógico qualitativamente novo, combinado a equipamentos, programas, métodos e meios tecnológicos renovados”.

p.443: “muitas das propostas existentes enquadram-se, em termos de modelos pedagógicos, em concepções tradicionais de ensino, na reprodução do conhecimento: é a educação bancária, descrita por Freire (1975, 1999) […] do Laboratório On-line de Aprendizagem (LOLA), por meio do ambiente virtual Eurek@Kids, fundamenta-se na interação e no diálogo. Aprender significa construir coletivamente o conhecimento, a partir de uma atitude crítica, problematizadora e questionadora, e ensinar significa animar, orientar, propor, a fim de fomentar a discussão entre pares”.
p.444: “as atividades do LOLA que organizam, sistematizam, dinamizam e, consequentemente, dão sentido à ação do grupo. E é por meio da gestão das atividades que seus membros exercitam a democracia do consenso”.
p.445: “A cada nova leitura feita por um outro elemento da turma o texto pode receber novos comentários”.

p.446: “o aluno tem liberdade para escolher que perguntas ele responderá, porém, deve obrigatoriamente respondê-las na quantidade mínima estabelecida”.

p.448: “Na atividade individual, eles seguem seu próprio critério tanto para a escolha das perguntas, quanto para o conteúdo, a complexidade e a extensão da resposta. Já na atividade em grupo, faz-se necessário negociar para se chegar a um consenso sobre as possibilidades de escolha, desenvolvendo, assim, habilidades de convívio social”.

Comentários sobre a obra:

A autora busca informar nessa obra, uma das diversas soluções para o desafio metodológico na pedagogia hospitalar, na qual somente ultrapassando paradigmas existentes na educação tradicionalista e individualista, poderá solucionar essa dificuldade da educação nos hospitais.

A solução que a autora se refere na obra, que tem como objetivo socializar a aprendizagem e a construção do saber em um grupo, é a utilização do ambiente virtual nos hospitais para crianças hospitalizadas, onde implicará uma maior exploração dos recursos de mediação tecnológica, e disponíveis no ambiente virtual.

São diversos os ambientes virtuais, mas o escolhido pela autora e pesquisado pela mesma é o Eurek@Kids, onde irá auxiliar na neutralização do distanciamento físico e temporal existentes entre aprendizes hospitalizados, onde os mesmos irão se integrar no universo virtual, e se aproximar dos diversos atores do processo de ensino-aprendizagem pelo amparo proporcionado à comunicação pedagógica, inicialmente a utilização dessa ferramenta de ensino irá proporcionar a autonomia dessa criança ao realizarem atividades individuais, e quando tiverem familiarizados irão interagir em grupo, onde irão construir um saber autonomamente, já que o professor não interfere nas decisões do grupo de modo restritivo.


Localização da Obra: Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622007000300006&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 29 de abril de 2013.


3.      RESUMO


Em breve pesquisa realizada foi localizado quatro (4) textos interessantes que falam sobre o tema: pedagogia hospitalar. A partir do primeiro contato com estas obras selecionamos dois (2) destes textos para nos aprofundarmos na leitura. A seguir mostraremos do que se trata cada texto mostrando suas contribuições para o tema.

O primeiro capítulo mostra a autoria e as obras dos textos pesquisados, o segundo capítulo já mostra os fichamentos dos mesmos e agora no terceiro capítulo  o resumo dos textos em questão.

No texto de autoria de FONTES, intitulado “A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital” a autora nos leva a ver a importância do Pedagogo no ambiente hospitalar, uma vez que a prática pedagógica pode contribuir para o bem-estar físico, psíquico e emocional da criança. Nem sempre é necessário foco no currículo escolar, o ensinar nos hospitais, tem que ser feito de acordo com a realidade e com as necessidades do enfermo, com foco sempre na recuperação da saúde da criança. Ou seja, a escolarização não deve ser excluída, mas, deve ser colocada sob uma nova dinâmica educativa, visando sempre, o ambiente em que aquela criança estava inserida antes da hospitalização, e a realidade de sua enfermidade. Para a criança hospitalizada a escolarização surge como uma nova perspectiva, pois o desejo de aprender⁄ conhecer, desperta o desejo de viver no ser humano. O artigo também nos mostra que para a criança é muito importante conhecer a doença e entender suas consequências, não só a sua, mas a de seus companheiros, onde discutindo junto com o pedagogo, acaba surgindo uma estabilidade emocional perante as enfermidades.  Fontes também mostra que:

“A criança hospitalizada não deixa de ser criança por se tornar paciente. Ela caracteriza-se por intensa atividade emocional, movimento e curiosidade. A educação no hospital precisa garantir a essa criança o direito a uma infância saudável, ainda que associada à doença”. (Fontes,  2005, 134).  

O texto “Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids  de autoria de Figueira aborda uma das diversas soluções para o desafio metodológico na pedagogia hospitalar, na qual somente ultrapassando paradigmas existentes na educação tradicionalista e individualista, poderá solucionar essa dificuldade da educação nos hospitais.

A solução que a autora se refere na obra, que tem como objetivo socializar a aprendizagem e a construção do saber em um grupo, é a utilização do ambiente virtual nos hospitais para crianças hospitalizadas, onde implicará uma maior exploração dos recursos de mediação tecnológica, e disponíveis no ambiente virtual.

São diversos os ambientes virtuais, mas o escolhido pela autora e pesquisado pela mesma é o Eurek@Kids, onde irá auxiliar na neutralização do distanciamento físico e temporal existentes entre aprendizes hospitalizados, onde os mesmos irão se integrar no universo virtual, e se aproximar dos diversos atores do processo de ensino-aprendizagem pelo amparo proporcionado à comunicação pedagógica, inicialmente a utilização dessa ferramenta de ensino irá proporcionar a autonomia dessa criança ao realizarem atividades
individuais, e quando tiverem familiarizados irão interagir em grupo, onde irão construir um saber autonomamente, já que o professor não interfere nas decisões do grupo de modo restritivo.

“Embora sejam muitas as instituições que desenvolvem programas educacionais por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, bem como utilizam recursos tecnológicos para “entregar” a informação ao discente, poucas inovam na criação de abordagens educacionais que promovam a produção de conhecimento e menos ainda inovam, trabalhando com tal ferramenta em ambiente hospitalar”. (TORRES, 2007, p. 442).

A partir das duas leituras, podemos conhecer um pouco mais sobre o trabalho educacional desenvolvido pelos pedagogos em hospitais e de que forma sua prática pode influenciar na recuperação dos pacientes de todos os ciclos da vida.

Identificando diante desse aprofundamento sobre o tema, que os principais objetivos do pedagogo hospitalar é a de promover a integração entre a criança , a família, a escola e o hospital, amenizando os traumas da internação e contribuindo para a interação social.

O pedagogo tem que possibilitar  oportunidade ao atendimento às crianças e adolescentes hospitalizados em busca da qualidade de vida intelectiva e sócio interativa.

É importante que o pedagogo hospitalar aproxime a vivencia da criança no hospital à sua rotina diária anterior ao internamento, utilizando o conhecimento como forma de emancipação e formação humana, e por fim, fortalecer o vinculo com a criança hospitalizada, possibilitando o fazer pedagógico na pratica educacional dos ambientes hospitalares, proporcionar à criança hospitalizada a possibilidade de mesmo estando em ambiente hospitalar, ter acesso à educação.






















4.      RESENHA

   4.1 Resenha do filme "Como Estrelas na Terra, toda criança é especial"

Esse filme foi dirigido por Aamir Khan com o título original “Taare Zameen Par – Every Child is Special”, o lançamento foi em 2007 e se passa na Índia, conta a história de um menino chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia estuda em uma escola normal e repetiu uma vez a terceira série e corre o risco de repetir novamente. O menino com apenas nove anos não consegue acompanhar a turma. O pai de Ishaan como todos de seu convívio não percebem que ele apresenta um distúrbio de aprendizagem, assim a criança sofre com o despreparo dos professores e colegas, além da rigidez e agressividade do pai.

O pai é chamado pela diretora para conversar, diante de tantas reclamações decide colocar seu filho em um internato. O menino sofre, não consegue entender atitude de seu pai e acha que foi excluído da família por apresentar dificuldades em aprender e entende essa atitude como um castigo. Fica desmotivado por ninguém o compreender, perde a vontade de aprender e de ser uma criança, sente falta de sua mãe e seu irmão e quer voltar para casa. O internato mantém uma filosofia baseada na disciplina, onde as regras devem ser cumpridas.

Tudo se modificou com a chegada do professor Ram Shankar Nikumbh para substituir o professor de artes, ele acredita nas diferentes habilidades em que cada criança apresenta e faz de sua aula um momento divertido onde as crianças tem sua atenção voltada para o que o professor ensina, diferente da metodologia dos outros professores e da escola que era tradicionalista.

Ao conhecer Ishaan o professor percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo, foi até a casa de Ishaan para conversar com seus pais. Esse não era um problema desconhecido pelo educador, pois trabalhava em outra escola que atendia crianças com necessidades especiais. Ele ensinou Ishaan a ler e escrever fora dos horários de aula e a partir desse momento o menino se sente motivado e se empenha nos estudos mostrando um resultado positivo. O filme preconiza a importância do professor para seus alunos, como podem trabalhar de forma criativa onde todos se sentem valorizados cada um mostrando suas habilidades dentro do que lhe é possível.
Esse filme nos retrata ao capítulo 7 “Educação escolar para todos do componente Necessidades educativas infantis onde é preconizado a inclusão e a participação ativa e efetiva de todos os alunos no processo de aprendizagem. A normalização, integração e inclusão possibilitam a convivência com as diferenças e contribui com a criação de diferentes espaços nas escolas regulares.

Os professores devem investir em sua aprendizagem tornando sua formação decisiva, essa formação deverá possibilitar o seu desenvolvimento como pessoa, com profissional e como cidadão, assumindo na sua prática social o exercer da intervenção para transformar, por isso merece atenção especial. Os futuros educadores devem saber lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com essa e as demais deficiências. As escolas devem se prepara para receber esse aluno e os professores devem investir em sua formação para que possa ensinar a todos com qualidade favorecendo o processo de inclusão.

É essencial para criança essa atenção vinda do educador, isso valoriza o ambiente de aprendizagem e a criança consegue sentir prazer em aprender, os pais devem contribuir e participar mais da vida escolar do aluno, todos trabalhando em equipe favorece o crescimento da criança, do profissional e da família podendo assim obter uma melhoria, resultados positivos e significativos. Todos os profissionais da educação devem assistir ao filme, pois retrata a realidade das escolas e contribui tanto para o crescimento profissional quanto para o crescimento pessoal.


4.2  Resenha e comentários do livro:. Comunicação tem remédio– A comunicação nas relações interpessoais em saúde.

Comunicação tem remédio aborda os problemas hospitalares, já amplamente discutidos, mas sob a ótica da comunicação interpessoal. Nesta obra, a autora mostra que a missão social do profissional de saúde permite conciliar disciplina e afetividade, seja no contato com o paciente, seja no relacionamento entre companheiros de trabalho.

A comunicação é a essência da vida e inerente ao ser humano. Comunicamos através do gesto, olhar, toque e é claro, com a fala. O pedagogo em sua práxis diária estabelece as relações humanas através dos meios de comunicação, desta forma, enquanto docente e preceptor que valoriza este instrumento básico de ensinagem e aprendência, tem a necessidade de consultar alguns atores envolvidos em diferentes meios de atuação e avaliar os tipos e a importância da comunicação utilizada nas relações interpessoais, onde a família, o hospital, escola e paciente atuam de forma diversa, mas com um objetivo comum: o de comunicar e se relacionarem bem em todas as instâncias relatadas.

No livro A Comunicação tem remédio, percebe-se que através da comunicação bem colocada e intencionada, os profissionais ligados á equipe multidisciplinar onde hospital/paciente/ família/ escola/ têm utilizado na comunicação um instrumento de humanização no cuidar e ser cuidado.
Todo ser humano tem a capacidade de se comunicar: do seu jeito, em seu tempo, com sua habilidade particular.

Entretanto, a qualidade da mensagem transmitida e o entendimento de seu conteúdo, muitas vezes deixam a desejar, comprometendo significativamente as relações interpessoais e os resultados organizacionais, que, no caso de ser um ambiente hospitalar, não pode haver erros de nenhuma espécie.

A interlocução da família, escola e hospital, tem como protagonista o pedagogo hospitalar que se comunica com o paciente e este com ele, tratando-se assim de um processo recíproco de intermediação pedagógica. Este se relaciona com os amigos e familiares deste paciente, adequando informações médicas ao alcance destes visitantes, além de interagir com os membros da equipe e outros funcionários e ainda com inúmeras outras pessoas durante o correr do dia em uma rotina hospitalar.


















REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS


FONTES, Rejane de S. A escuta pedagógica à criança hospitalizada: discutindo o papel da educação no hospital. Revista Brasileira de Educação, p.119-138, 2005.


KHAN, Aamir. 2007. Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial. Índia: Estúdio/Distrib: Aamir Khan Productions.


SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação tem remédio: A comunicação nas relações interpessoais  da saúde. Ed. Loyola, São Paulo, 2002.



TORRES, Patrícia Lupion Torres. Laboratório on-line de aprendizagem: uma experiência de aprendizagem colaborativa por meio do ambiente virtual de aprendizagem Eurek@Kids. Cad. CEDES,  Campinas, v. 27, n.73, set/ dez, 2007.

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