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19 de out de 2010

O Diabo dos Números


Ajudar o aluno a sistematizar e organizar os conteúdos do livro O Diabo dos Números, de Hans Magnus Enzensberger.

Público-alvo

Alunos do segundo ano do ensino médio ou que tenham alguma experiência na leitura, resumo e resenha de textos.

Duração

Leitura do livro: quinze dias. Orientações, produção e apresentação: quatro horas-aula.

Estratégias

1) Depois de propor a leitura e a atividade para a classe, estabeleça junto com os alunos a data de início das discussões. Verifique com eles as datas de eventuais provas e seminários, para que não coincidam com a data da apresentação do livro. Faça com que o prazo determinado seja um consenso, para que todos se sintam comprometidos com o trabalho;

 
2) Incentive os alunos a realizarem a leitura aos poucos, para que a atividade seja prazerosa e não se transforme em apenas mais uma obrigação.

 
Introdução

Com exceção da histórica parceria junto às ciências naturais, não são freqüentes as oportunidades em que a matemática atua com naturalidade junto a outras disciplinas no ambiente da sala de aula. Um bom livro de divulgação científica pode criar uma situação favorável de trabalho, praticando a mesma metodologia das ciências humanas na produção de um trabalho acadêmico.

 
Pode-se dizer que os primeiros livros de divulgação científica são os paradidáticos, que têm a função primordial de contextualizar conteúdos. De certa forma, eles defendem a imagem da ciência, tratada normalmente de maneira formal nas aulas.


O "Diabo dos Números", publicado pela Cia. das Letras, conta a história de um menino que não tinha uma boa imagem da matemática. Numa seqüência de doze sonhos, ele passeia pelos principais conceitos da matemática aplicada no ensino fundamental e médio, conduzido pelo interessante personagem de nome Teplotaxl.

 
A proposta é fazer com que os estudantes leiam o livro e façam o fichamento dos capítulos escolhidos, com intervenções dos professores de língua portuguesa, história ou filosofia.


A seqüência de capítulos traz, resumidamente, os seguintes assuntos:
1ª noite Apresentação do "Diabo dos Números"

truques com o número 1: 1+1, 1x1, 11x11, etc.;

2ª noite Romanos, sistema posicional, potenciação;

3ª noite Primos, crivo de Eratóstenes, conjectura de Goldbach, Vinogradov;

4ª noite Racionais, irracionais, representação decimal;

5ª noite Números triangulares, obtenção de quadrados perfeitos;

6ª noite Números de Fibonacci;

7ª noite Triângulo de Pascal;

8ª noite Análise combinatória;

9ª noite Séries convergentes;

10ª noite Número de ouro, relação de Euler, caleidociclos;

11ª noite Divagações sobre demonstrações em Matemática; Bertrand Russell;

12ª noite Matemáticos e matemáticas superiores (análise, topologia e grupos).


Atividades

De acordo com as circunstâncias (material/datas/cooperação de outras disciplinas), após a leitura, o professor pode optar por duas atividades:


1) Seleção de capítulos para fichamento, para toda a classe, individualmente;

 
2) Fichamento de todo o livro, em duplas.

 
O fichamento é um tipo de organização das informações contidas numa obra, dispostas de tal maneira que se transformam num material de consulta eficiente. No caso do livro proposto, essa prática é especialmente importante, uma vez que o autor toca numa grande quantidade de conceitos, muitos deles ainda não vistos formalmente nas aulas do segundo ano do ensino médio.

 
Formato para o fichamento

1) Autor (Sobrenome seguido do nome);
2) Nome da obra e edição;

3) Cidade;

4) Editora;

5) Data da publicação;



6) Resumo, que deve conter: assunto, procedimentos metodológicos e conclusões do autor. Outra possibilidade para um texto técnico é fazer um esquema de tópicos, que torna o resumo mais objetivo, porém, apaga o colorido dos diálogos e personagens;


7) Síntese das idéias, conceitos e definições usadas pelo autor. Podem ser usadas citações do mesmo (sempre entre aspas), com indicações das páginas onde elas se encontram. O aluno deve sintetizar as idéias do autor utilizando suas próprias palavras;


8) Reflexões e comentários pessoais sobre o tema, relacionando o assunto a outros textos, às aulas e aos conteúdos de outras disciplinas.


Sugestões

Os professores de outras disciplinas podem ajudar a orientar a produção dos resumos, verificando elementos como a adequação da escrita, citações e opiniões. Esse é um bom pretexto para que outros professores também leiam o livro. Mais informações sobre a obra, para professores, encontram-se na versão on-line do Jornal do Professor de Matemática, editado pelo Laboratório de Ensino de Matemática, da Unicamp.

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