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18 de mar de 2013

O grande desafio da Educação Formal: o trabalho com a diversidade


O grande desafio da Educação Formal: o trabalho com a diversidade




Creio que hoje um dos maiores desafios da Educação Formal é o trabalho com a diversidade. Tema tão falado, tão recorrente, tão “na boca de pedagogos e afins”, assunto de vanguarda. Não há discurso educacional que se preze que não fale de diversidade. Mas, o que é trabalhar com a diversidade? Com a diferença? É simplesmente negar as diferenças e colocar as pessoas no mesmo patamar? É dizer “que bom, o que seria do amarelo se não fosse o branco, somos todos diferentes” e negar a história e a luta de muitos grupos pra chegar aonde chegaram? E o que significa trabalhar com a diversidade na escola? É vislumbrar o acesso de todos e todas sem distinção? Mas, e acabado o problema do acesso, como incluir os que já estão na escola, mas não se encaixam em suas “forminhas” pautadas em modelos construídos a partir de estereótipos e de relações de poder que ditam regras, que ditam o que é normal?
Infelizmente (ou felizmente), a escola reflete todas as contradições e desigualdades presentes na sociedade, mas da mesma forma, reflete também uma transformação possível através dos conflitos, da luta, da mudança.
Mas como mudar, em uma escola engessada em modelos prontos, em modelos onde a identidade não problemática ainda é ser Homem, branco, classe média, cristão, adulto, heterossexual? De que forma entram as mulheres, os pobres, os ateus, as crianças, os idosos, os homossexuais, os que não se alfabetizam, os alunos com necessidades educacionais especiais?
Onde está a formação de qualidade para que os docentes dêem conta dessa diversidade toda?
Onde está a vontade política para que haja essa formação de qualidade?
Quem avalia a qualidade de uma escola?
O que é qualidade na Educação?
Para que haja uma escola que seja construída para a diversidade, é necessário que haja discussão, que haja a construção deu um Projeto Político Pedagógico que apresente uma concepção de Educação humanista, que veja a diferença, mas que esta não seja base para desigualdades.
Essa escola é possível sim. É necessário construir um projeto. Cuidar das pequenas coisas, das relações que se estabelecem na escola e de como elas se estabelecem, é necessário olhar seus alunos e alunas como pessoas que merecem respeito ao que são, independente de sua classe social, idade, orientação sexual, etnia, gênero, religião... independente de aprender facilmente ou de apresentar maiores dificuldades... para tanto, é necessário que o/a educador/a encare de frente seus próprios preconceitos e entenda que, independente de sua opinião a respeito do que é diferente dele/a, a escola é um espaço público, portanto, o espaço da diversidade. Como fazer isso? A partir de agora, falarei cada dia um pouquinho sobre ações que podem contribuir para o trabalho com a diversidade na escola. Até breve!

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