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14 de mai de 2013

Profissão de risco: Professor


Profissão de risco: Professor



As coisas dentro dos muros escolares estão mudando (para pior). Infelizmente ser professor hoje é correr riscos. Não se tem mais o respeito da sociedade. As leis existem para beneficiar somente os alunos e eles sabem disso...
As escolas estão adoecendo, com professores desestimulados em salas repletas de alunos que simplesmente não querem aprender.
O professor está com medo de usar a sua autoridade, pois o aluno tem em seu benefício a lei. São ameaçados e coagidos o tempo todo com palavrões e mensagens sublimadas que fazem tremer a qualquer pessoa.
Não se pode cobrar o uniforme, retirar o celular, coibir as conversas, exigir as tarefas. Se os professores agirem desta forma, estarão respondendo processo administrativo - muitos deles chegando ao ministério público.
Quando se chamam os pais e estes vêm até a escola, costumam proteger os filhos e achar justificativas para seu comportamento. Se estiverem separados, a culpa é do pai que não visita, é da mãe que o abandonou, é do professor que está cobrando demais, é dos jogos eletrônicos muito violentos, é das companhias erradas e por aí vai. Poderíamos encher folhas e mais folhas de desculpas...
A cada nova pesquisa realizada vai-se atrás dos motivos do aumento da violência nas escolas. Criam-se projetos para buscar justificativas, metodologias, problematizações e fundamentação teórica que de alguma forma tragam respostas para este momento caótico vivido na educação.
O que afinal está acontecendo? As famílias mudaram, a sociedade mudou, as pessoas mudam, mas será que os valores devem mudar também? Será que se não moro numa família constituída de pai, mãe, filhos e cachorros vai mudar a verdadeira essência que vem de exemplos e atitudes e não de palavras jogadas ao vento?
Até quando vamos tentar encontrar culpados para ações que nós próprios desencadeamos? Desde quando trabalhar fora é motivo para não dar atenção aos filhos? Desde quando uma criança de 6 anos exige dos pais um celular, do contrário ameaça gritar e sapatear? O que as pessoas irão dizer?
Aí vêm aqueles teóricos que estudam a natureza humana dizer que temos que nos acostumar. Teóricos estes que não sabem o que é uma sala de aula, não convivem com o dia-a-dia estressante de 40 horas e, às vezes, 60 horas, lado a lado com jovens que acham que o céu é o limite.
O professor está adoecendo. Perde-se aquele profissional que deveria mediar o conhecimento, apontar direções, ser referência e um modelo vivo de dedicação e respeito. Este profissional está entrando em extinção, infelizmente!

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